Leitura realizada durante a Maratona Literária Capixaba
- Poucas vezes eu li sobre o amor, em um livro tão bem descrito,
explanado, explicado. Não aquele amor, que logo se descobre que é paixão.
Eu falo do amor que dura, que só quem sabe é quem já viveu.
Fala também sobre os encontros e desencontros que acontecem porque cada
um de nós tem sua própria verdade, sua visão das coisas. E que quando
não falamos, damos margem para o outro, a outra verdade entender errado.
E errar também. De silêncio em silêncio, erro e erros, não se chegam a um acerto e os
caminhos se desencontram, amor não morre. Mas as pessoas se
perdem.
"E o som que escapa da boca, as palavras incoerentes, e entre elas o seu nome. E o pronome eu, o verbo amar e antes do fim, você" pág. 142
Acho que um dos grandes problemas do amor, é que nós somos felizes,
inteiros antes de amar. Depois somos metade, nossa alegria não é mais
completa, sempre falta a parte do outro para ser inteiro, para ser
completo. O amor é mesmo uma lente diferente, porque depois de olhar por era, não
tem como voltar, deixar de ter visto, ter feito.
O livro A última peça sempre será lido de várias maneiras, porque cada
leitor é único mesmo a história sendo a mesma, mas ainda assim será
visto como uma história incrível, belamente escrita, bem narrada.
Com todas as faces e prismas que formam os sentimentos que numa
totalidade chamamos de amor, o qual só quem sentiu entende. Que eu
espero que todos tenham a chance de sentir. Seja muito feliz amando,
caso tenha encontrado o amor, leia esse livro e tenha de uma história
linda.
Não se encontrou com o amor? Então enquanto seu amor não vem,
aproveite para ler essa história, pelo menos uma grande paixão é
garantida ao final da leitura. Terminei o livro completamente feliz e ciente que haverá releitura
porque é daqueles personagens que se sente saudade, vontade de
revisitar.
Ficha Técnica do Livro
- Autora: Karina Heid
- Editora: Arte da Cura
- Páginas: 218 fls.
- Ano: 2016
+ Ler Sinopse
João Pedro e Bia se conheceram aos 14, namoraram sete anos e há outros sete
tentam se esquecer.
Um ascendeu na carreira, mudou de cidade e de nome, e acredita ter deixado
os fantasmas para trás. O outro teve que aprender a viver sem suas memórias,
inteiramente apagadas por um acidente quase fatal.
Anos depois, quando Bia procura emprego em uma conhecida editora, sente que
conhece seu entrevistador. Ela não se lembra dele — nem do que aconteceu
entre os seus catorze e os vinte e um — e não faz ideia que quem a
entrevista é seu ex-amor. O que deveria ser um encontro hostil torna-se uma
série de mal-entendidos que acaba os reaproximando. Mas como perdoar tudo
que fizeram ao outro, se apenas um deles se lembra dos fatos? Como lidar com
sentimentos que ressurgem desordenados, que os fazem questionar quanto de
sua essência vive a despeito da memória?
A Última Peça é uma história sobre um universo que privilegia quem ama
muito, e sempre. É sobre abraços que recolocam a vida no lugar e devolvem a
esperança em dias melhores. É, principalmente, a prova de que a vida é
escrita por muitas mãos, e que sempre temos a chance de reeditá-la.
Quem pode afirmar que saltos são prenúncios de tragédia, que tragédias
acontecem sem propósito e que por amor não ganhamos asas?
Se a vida lhe desse uma segunda chance, você saltaria?
ROMANCE VENCEDOR DA FLIC-ES 2016




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