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27/12/2025

Resenha :: Casada com o Highlander (Pour l'amour d'un Highlander)

dezembro 27, 2025 0

Irmãos MacLennan #1

☕ Leitura de 4 min • Romance • Resenha

Eu amo conversar sobre leituras que foram exatamente a história certa por momento que eu li. Por isso, amo romances de época, que pra mim são perfeitos pra evitar ressacas literárias e bloqueios de leitura. E assim, convenhamos. A premissa de um casamento arranjado é um clássico do gênero. Por tanto, vamos a história.

Ok, o casamento é arranjado, mas eu gosto de como a autora aborda a questão de uma forma bem diferente do habitual. Tudo está muito as claras, o motivo, a aceitação e claro o casamento como negócio, mas vai só até o lado B, porque a mocinha vai para as terras altas com um mistério que explica sua ida, e sua quase nunca aceitação do fato, e esse pequeno mistério vai se desdobrando de uma forma muito consistente na trama.

“Uma profunda nostalgia abraçou seu coração, em uma mistura de tristeza e alegria. Era estranho como às vezes as emoções podiam se contradizer e se sobrepor, indiferentes umas às outras.”

Outro ponto é que a autora aborda o ponto do choque de cultura em amplos aspectos, pois temos um Escocês e uma Francesa que unem suas vidas e a educação, regras sociais e costumes nacionais não poderiam ser mais diferentes. Então, temos a adaptação de Adrastée e uma indisposição em dar tempo a ela para isso por todo o clan. Contudo o mesmo não ocorre pra quem está lendo, pois, sendo esse o primeiro da série, temos além da apresentação dos personagens que vão compor a série, também temos do local, cultura e tradições.

A história é narrada em terceira pessoa, apesar de se ater aos pensamentos ou ponto de vista do personagem que vive o momento, não tempos intromissões ou spoileres da trama pela voz narrativa. Essa alternância de ponto de vista entre os protagonistas enriquece a dinâmica "enemies-to-lovers", permitindo a quem lê compreenda as motivações e vulnerabilidades de ambos enquanto eles se enfrentam.

“Não podíamos duvidar, Darren MacLennan gostava de mulheres de caráter, que tinham uma propensão para jogar objetos de todos os tipos.”

O romance é construído de vagar e os diálogos são o ponto alto do livro, críveis, curtos e incisivos, conseguem passar os sentimentos e tons das conversas e sem dúvida a química do casal principal. Darren é rude e até um pouco tapado tem horas, porém honrado, e Adrastée é forte e determinada o que garante que o casal caia na mesmice.

Os personagens são carismáticos tanto que pra mim Roddy ganha em tudo do irmão, e a família de Nemours, uma querida! Os personagens que compõem o clã vão ganhando seus espaços, porém leva um pouco mais de tempo para saber em quem confiar dentre eles. O desenvolvimento deles é satisfatório, cumprindo o arco de superação e crescimento esperado no gênero.

— Querida, os Highlanders são conhecidos por seu talento guerreiro, vida comunitária e senso de honra. Mas mesmo que sejam os homens que guerreiam, em casa são as mulheres que lideram. Convença uma mulher, e o marido será convencido junto.

Com os diálogos sendo um dos pontos altos do livro, criveis, curtos e incisivos, refletindo a tensão e a química do casal principal. Os personagens realmente diriam aquilo daquela maneira, especialmente nas farpas iniciais. Curtos e afiados, especialmente nas interações de "toma lá, dá cá" do casal principal, refletindo a tensão e a personalidade de cada um.

A edição que li foi em ebook que pode ser adquirida ou ter a leitura realizada pelos assinantes do kindle Unlimited sem custos, instantemente e em qualquer aparelho que tenha o aplicativo do Kindle instalado. Sendo ainda uma forma muito importante de acessibilidade de leitura para leitores com diferentes necessidades visuais, por permitir que toda configuração e diagramação seja personalizada pelo usuário/leitor.

Capa do Livro

Detalhes da Obra

  • Autora: Eulalie Lombard
  • Série: Irmãos MacLennan #1
  • Tradução: Bruna Souza Marques
  • Editora: Galuba Editoral
  • Páginas: 360 fls.
  • Tropos: Casamento arranjado, Escócia,
+ Ler Sinopse da Editora
“A beleza de Adrastée será sua maldição. Centenas de homens vão querê-la por isso. Nunca lhes dê a mão. Apenas o primeiro homem que a querer por sua fortuna, sem nunca a ter visto, será capaz de amar a beleza de seu coração.”

1560.

Adrastée de Nemours, uma nobre herdeira francesa, é forçada a deixar a corte para se casar com um Highlander, sob as ordens da Rainha Mary Stuart da Escócia, então soberana da França. Darren MacLennan, Laird da ilha de North Uist, é forçado a aceitar essa união para encher os cofres com ouro e, assim, enfrentar os clãs adversários. Prisioneiros desse casamento que nunca desejaram, serão eles capazes de superar seus preconceitos enquanto seus inimigos aguardam nas sombras? Por mais diferentes que sejam, algumas pessoas estão destinadas a se amar. (Tradutora)
Notas da Elis
☕☕☕☕

"Prepare o seu café e deixe-se levar pelas brumas da Escócia"

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29/11/2025

Resenha :: Pusheen Coloring Cuteness

novembro 29, 2025 0

☕ Leitura de 4 min • Atividade • Experiência Pessoal

"Não é terapia, mas é terapêutico: um convite para sair das telas e encher as páginas de vida e cor."

Oi pessoas! Hoje vou falar sobre um livro que não é para ler, mas para viver. Sei que o sucesso sempre atrai o "hate", e com os livros de colorir não foi diferente. Mas afinal, que audácia um livro desses ser o mais vendido?

A verdade é que eles cumprem uma missão necessária: o sair das telas. Estimular a mente, a coordenação motora fina e a criatividade é algo que nenhuma tela substitui. Como adultos responsáveis, escolher uma atividade que traga alegria ao compartilhar com uma criança é fundamental — e quem melhor que a Pusheen para isso?

O diferencial aqui é a interatividade com passatempos e ilustrações de traços limpos. A edição da Editora Valentina brilha com ótima diagramação e páginas confortáveis para lápis de cor e giz de cera. Só uma dica: evite marcadores muito fortes, pois a impressão é em ambos os lados e pode manchar. É a pedida perfeita para as férias ou dias de chuva!

Capa do Livro

Detalhes da Obra

  • Autora: Claire Belton
  • Tradução: Bruna Souza Marques
  • Editora: Valentina
  • Páginas: 96 fls.
  • Gênero: Livro de Colorir / Atividades
+ Ler Sinopse
O novo livro de colorir da gatinha mais comilona, charmosa e encantadora do universo.

Perfeito para os milhões fãs da Pusheen e sua turma. Além de desenhar e colorir, este delicioso livro traz ainda outras gostosuras: passatempos como caça-palavras, jogo dos 5 erros e ligue os pontinhos. Junte-se ao fã clube.

Agora é a sua vez de dar vida à gatinha que encantou a internet no mundo inteiro. Com ilustrações inéditas!
Notas da Elis
☕☕☕☕☕

"Um bálsamo para a rotina digital. Fofo, prático e genuinamente divertido para todas as idades."

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25/10/2025

Resenha :: As Lembranças que encontramos pelo caminho (The Cats We Meet Along the Way)

outubro 25, 2025 0

☕ Leitura de 4 min • Juvenil (YA) • Experiência Pessoal

Oi pessoal, não existe nenhuma chance de eu não dizer que fui atraída por esse livro pelo gato na capa, e em especial por suas imperfeições e traços que de o tornavam único, e claro por ser um gato laranja...uma cor que sempre promete a personalidade mais caótica gatito.
 
Outro fator que é um livro que tem uma sinopse que traz uma vibe muito de fim de ano, afinal estamos próximos de celebrar o fim de um ano que nunca mais viveremos e as promessas de um novo ano que começa. Por isso te convido a vir comigo, por essas linhas conhecer o que achei da história.
 
Vamos sendo guiados pela visão de Aisha, e por seus pensamentos e lembranças. O que faz com que a sintonia com a personagem traga muito do que será sua experiência de leitura. Para mim, trouxe muitos momentos de lembrar como era a cabeça, hormônios e sentimentos de uma adolescente prestes a “crescer” e entrar de vez na vida adulta, contudo, por ela ser uma personagem melancólica (não adicione nenhum sentido pejorativo aqui, ok), ler foi construindo camada por camada um sentimento de empatia e claro, entendimento.
 
Eu achei a trama incrivelmente original e a forma como foi sendo ainda mais criativa, adicionando elementos que vão dando corpo e significado a história de forma ora sutil e em outros momentos bem delineados. Outro ponto muito marcante são os fatos e momentos que servem tanto para narrar a história como analogias com a construção dos sentidos de quem lê, que acaba por interagir com a trama. Alguns momentos, você consegue de alguma forma, se pegar pensando em suas próprias lembranças ou entender perfeitamente os sentimentos que estão sendo vividos naquele ponto da história, pela simples conexão do cotidiano e da humanidade que nos une em grandes momentos de identificação.

No final, poucas coisas importavam: somente aquelas que eram de fato essenciais. Coisas como suco de manga carlotinha e o amor dos filhos.

A narrativa vai sendo construída em tempo presente e passado, porém os retornos ao passado não deixam nenhum sentimento de cansaço pelo contrário, eles estabelecem conexões que vão explicando situações e sentimentos de uma forma muito fluida. Tanto que eu vivia o eterno clichê de vou ler só um pouquinho e quando via tinha esquecido de alguma coisa que eu tinha que fazer porque queria apenas continuar lendo. “Quem nunca? Eu sempre.. risos.”
 
Mesmo que a carga emocional de Aisha e sua mãe seja intensa e não muito positiva, por suas dores e vivências é impossível não simpatizar com elas e ir se apegando, porém, a família de Walter é muito amorzinho, seus pais são do tipo que você amaria terem pra vizinhos e definitivamente adoraria fazer parte da vida deles. Outra coisa que adorei sobre a construção dos personagens são dos destaques para características físicas que nos tornam únicos e as de personalidade deixando os personagens brutalmente reais durante a leitura, porque eles perdem aquele filtro de irrealidade e perfeição e ganham vida de uma maneira muito bonita e delicada durante a leitura.
 
O texto conta com palavras e referências a cultura da Malásia e notas explicativas que te fazem adorar ir conhecendo a cultura e algumas curiosidades locais. Os diálogos são numa linguagem coloquial e perfeitas ao ambiente em que a história está acontecendo. Com diálogos tanto falados, quando os que ocorrem no pensamento de Aisha perfeitamente em harmonia com a trama, e na medida certa para darem fluidez e dinamismo a leitura.

Mas, agora, o tempo era algo precioso. Ela acordava cedinho, encarava o dia e o que quer que ele trouxesse.

Para você que leu até aqui, vou compartilhar que pra mim foi incrível ler e talvez, entender como alguém continua depois da morte de alguém que era o amor e centro de toda sua vida – não se preocupe, não vou dar spoiler – e sinceramente é muito intenso ver como continuar também é uma forma de não deixar essa pessoa morrer de fato, porque a frase que os que são lembrados nunca deixam de existir, ganha contornos muito forte nessa narrativa.
 
Questões como sempre que vivemos estamos dando continuamente adeus e que não é apenas um “apocalipse” que traz fim, mas diariamente tempos finais de histórias e vidas, sonhos e até mesmo de anos. Porém, muitas das vezes, também temos novos começos e não apenas com o ano novo, mas com novos trabalhos, nascimentos e tantas outras coisas que dão novas cores a vida.
 
É comovente ver a menina apaixonada com seus desejos e anseios femininos, também a desconstrução da sua vida e a da mãe não como algo único e sim com a percepção de serem duas pessoas distintas e que a mãe é também uma pessoa com sua própria história e sentimentos que vão além da maternidade. O mais incrível é forma extremamente bonita e respeitosa que isso se dá na história sem perder a leveza, veracidade e beleza em cada um desses momentos.

Aisha tinha tantas lembranças de lá, boas, ruins e tudo mais. E essas lembranças pertenciam a ela.

Amei não apenas o caminho mas o desfecho que a autora deu a história, sua delicadeza em tratar tantos temas sensíveis e até dolorosos sem trazer dor, mas com toda a seriedade e importância que cada tema precisava. As pequenas reviravoltas e as questões não sobre a morte, mas sobre a vida que iremos viver até que ela chegue e quem escolhemos estar conosco nesse trajeto. 
 
Eu adoro as edições da Valen, porque tem tudo para tornar a leitura ainda mais maravilhosa, ótima encadernação, impressão limpa e sem borrões, papel amarelo e diagramação pensada na experiencia de leitura. A tradução garantiu uma leitura muito tranquila e as notas além de informação demonstram cuidado com o texto e com quem está lendo. Não observei nenhum erro de ortografia ou digitação durante a leitura.
Capa do Livro: Título do Livro

Detalhes da Obra

  • Autora: Nadia Mikail
  • Tradução: Ananda Alves
  • Editora: Valentina
  • Páginas: 192 fls.
  • Gênero: Juvenil (YA)
  • Tropos: Família Encontrada, Viagem, Amadurecimento e Fim do Mundo.
+ Ler Sinopse da Editora
Aisha não vê June, a irmã mais velha, faz bastante tempo. Há uns três anos ela saiu abruptamente de casa, abandonou a família e nunca mais deu sinal de vida. Levou consigo seu cabelo cor-de-rosa e sua personalidade forte e obstinada, ou melhor, sua irritante teimosia. Foi devorar o mundo. Mas... agora o tempo está voando, afinal um imenso asteroide se encontra a caminho da Terra, e falta menos de um ano para que a vida humana seja exterminada. Então, as prioridades são outras, muita coisa mudou. Aisha, sua mãe e o namorado Walter – ah, sim, e um gato vira-lata chamado Pulguento que Walter achou na rua – se juntam com os pais dele num motorhome customizado, os seis formando uma nova família, numa viagem pela Malásia em busca de June... e de si mesmos. Faltam oito meses para o fim do mundo, e o que todos desejam, na verdade, é curar o passado, fazer as pazes com o presente e talvez até torcer para que haja um futuro. E, quem sabe, além de June, todos encontrem o que mais procuram: ESPERANÇA.
Notas da Elis
☕☕☕☕☕

"Uma narrativa original e sensível que, sob a sombra do fim do mundo, nos ensina que continuar vivendo e lembrando é a forma mais bonita de manter o amor aceso."

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27/09/2025

Resenha :: O ponto (Dot)

setembro 27, 2025 0

☕ Leitura de 3 min • Meditação • Resenha

Olá pessoal, tudo bem? admito que sou alguém ansiosa. Não no sentido de "querer para hoje o que só será amanhã", mas no sentido medicinal da coisa. Enfim, quem tem ansiedade sabe como é, quem não tem espero que não venha a saber. Mas, eu sempre tento através dos livros me cuidar um pouco mais.
Um convite tátil e visual ao repouso, onde o silêncio das páginas fala diretamente ao coração inquieto, transformando o ato de ler em um exercício de respiração.
Ao ler a sinopse de 'Ponto' fiquei absurdamente animada. Afinal, a proposta do livro: "este lindo livro ilustrado propõe um jeito prático e original de encontrar calma e conforto em momentos de ansiedade e estresse." é extremamente convidativa. Porém, tudo que eu disser a respeito do que está nas páginas de ponto pode ser considerado spoiler. Sério, cada ponto!! (trocadilho infame, talvez.. risos) Então, aviso que vou compartilhar a minha experiência de leitura com você a leitura será por sua conta e risco.

A primeira coisa é a edição, em tamanho de bolso, em capa dura vem além da capa laranja com uma jacket de livro (sobrecapa) que recolore a edição com azul e amarelo. As páginas são brancas, e super faz sentido ser com as ilustrações. Posso dizer ainda que é uma leitura rápida e dependendo do seu humor mais meditativa ou mais divertida. Tem muito a ver com sua maneira de olhar.

O que esperar de Ponto? É sem dúvida surpreendente. Eu não esperava o que encontrei e a medida que fui passando as páginas me vi extremamente curiosa sobre onde iria chegar. Então, se você for extremamente ansioso pelo final, ao terminar de ler, releia. Com certeza você vai aproveitar muito mais a segunda leitura.

Sobre o Ponto: Eu curti o fato de que, as coisas que comecei a imaginar, e quase devanear sobre as imagens fizeram absurdamente sentido dentro do livro. O fato de não ter numeração de página ajuda a ser algo que não importa se no começo, meio ou fim. Importa onde você está.

No mundo agitado que vivemos, lembretes que precisamos parar, fazer uma pausa, respirar fundo e acalmar o espírito é sempre bem-vinda. Com frases curtas e suas ilustrações ponto te fará parar por algum tempo e talvez como eu além de respirar dar boas risadas.

Respire, Ria e Leia.

Capa do Livro

Detalhes da Obra

  • Autor: Kieran E. Scott
  • Título Original: Dot
  • Tradução: Livia Cabrini
  • Editora: Sextante
  • Páginas: 160 fls.
+ Ler Sinopse da Editora
Você está se sentindo um pouco (ou muito) ansioso?

O Ponto está aqui para ajudar.

Este lindo livro ilustrado propõe um jeito prático e original de encontrar calma e conforto em momentos de ansiedade e estresse. Para qualquer pessoa, grande ou pequena, que queira fazer uma pausa e simplesmente respirar fundo.
Notas da Elis
☕☕☕

"Prepare um chá de camomila, escolha sua poltrona favorita e permita-se mergulhar nesta obra sem o compromisso de chegar a lugar nenhum."

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