Mostrando postagens com marcador Literatura Estrangeira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Literatura Estrangeira. Mostrar todas as postagens

Resenha :: Ressurreição (Resurrection)

 Olá, leitores! Hoje quero falar de Ressurreição, de Tolstói, uma leitura densa, linda e sofrida na mesma proporção.

Uma das curiosidades desse romance é que, ao contrário da maioria dos romances, temos o relacionamento amoroso como pano de fundo para outras questões, que ganham o primeiro plano e conduzem a vida dos personagens. Enquanto isso, o personagem principal luta para deixar de ser uma engrenagem e passar a ser parte ativa da própria história, e a “mocinha” se torna heroína da própria vida e responsável por si.


"E o povo entrou nessa situação de modo tão gradual que ele mesmo não enxerga todo o seu horror e não se queixa disso conto, portanto também achamos que tal situação é natural e assim deve ser. "


Resenha :: Minha Vida Mora ao Lado (My Life Next Door)

Olá leitores! "Tem livros que lemos por causa da capa. Tem livros que lemos por causa da sinopse. Tem livros que lemos porque alguém indicou ou até porque alguém praticamente nos obrigou a ler". Eu li Minha Vida Mora ao Lado e começo essa resenha usando as palavras da Danii porque foi graças a resenha dela que coloquei esse livro na minha lista de leituras, e agora que li vou dizer como foi.

"Nunca sabemos com certeza se, quando as coisas desmoronarem, vamos pensar na nossa segurança primeiro ou se isso vai ser a última coisa que vai passar pela nossa cabeça."

Resenha :: Crenshaw: a fome da imaginação

Olá leitores, vou começar assim: TODO ADULTO DEVERIA LER. 

Isso porque é algo que acontece muito, imaginar que as crianças não percebem ou não entendem o que está acontecendo a sua volto. E esse pensamento, em geral, causa mais dor que a necessária. 

Então, vamos nessa história conhecer Jackson, um garoto de 10 anos que sabe há muito tempo que as coisas não vão bem, mas sofre com as mentiras que os pais contam, que ao invés de esconder os problemas, causam ainda mais dor.


"A vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos, Tom."

Leitura Compartilhada :: Caminhando nas Chamas (Walks the Fire)

Há histórias que começam quando a estrada que imaginávamos seguir desaparece debaixo dos nossos pés. Em Caminhando nas Chamas, Stephanie Grace Whitson nos leva para as vastas pradarias do Nebraska, onde uma mulher que não escolheu o Oeste precisará descobrir novos caminhos entre perdas, encontros e mudanças que jamais poderia ter previsto.

Esta será a nossa 77ª Leitura Compartilhada, de 28 de agosto a 09 de outubro de 2026. Vamos acompanhar Jesse King em sua jornada e, página a página, descobrir o que acontece quando uma vida inteira parece tomar uma direção inesperada.

Prepare o café, o chá ou aquele cantinho onde a leitura fica mais gostosa. Venha caminhar conosco pelas pradarias.

Resenha :: Misery: Louca obsessão

Olá, leitores! Minha leitura dessa semana é um livro que ganhei no meu aniversário, da querida Jaque Felix. E, como todo ano, leio ao menos um livro do autor, aqui estou eu para falar de Misery, que considero um clássico moderno.

Antes de falar sobre a história, preciso dizer: King é um gênio. Qualquer leitor que nunca escreveu nada além de resenha e redação na escola precisa entender isso, mesmo que não goste da história que leu ou do gênero. As citações e referências que ele faz a autores que eu amo me deixam sem fôlego! Em Misery, ele cita diretamente Tess e Judas, o Obscuro, de Thomas Hardy, além de outras obras e autores.


"A dor era como um pontão velho, por vezes estava encoberto, e outras, visível, mas sempre presente."

Resenha :: Bruce Dickinson: Uma autobiografia (An Autobiography)

Uma biografia pode aumentar seu amor pelo dono da história, acrescentando à carreira a admiração pela pessoa, ou pode até tirar um pouco do brilho do que conhecemos quando descobrimos que aquela pessoa nos causa antipatia. E foi com essa dose a mais de sentimentos, além da curiosidade, que comecei a ler Para que serve esse botão?, autobiografia de Bruce Dickinson.

O fato de ser uma autobiografia me deixou muito feliz, justamente pela possibilidade de conhecer aquilo que o próprio Dickinson quis contar. Entre a infância e um pouco do que o fez como homem, vamos conhecendo primeiro a pessoa para depois ir de encontro à lenda. E essa construção foi uma das coisas que mais gostei no livro.

Leitura Compartilhada :: Pássaros feridos (The Thorn Birds)

Há histórias que parecem caber em uma casa, em uma família, em uma paisagem. E há aquelas que precisam de décadas para contar tudo o que têm a dizer.

Nossa próxima Leitura Compartilhada será Pássaros feridos, de Colleen McCullough, uma saga que acompanha a família Cleary ao longo de gerações, tendo como cenário uma enorme propriedade no interior da Austrália. Entre laços familiares, escolhas, desejos e tudo aquilo que a vida transforma com o passar dos anos, vamos atravessar essa história juntos.

A leitura acontece de 23 de julho a 24 de setembro de 2026, na nossa 76ª Leitura Compartilhada.

Prepare o café, o chá ou aquele cantinho em que você gosta de ficar quando uma história pede tempo. Porque, desta vez, vamos acompanhar uma família por muitos anos e descobrir o que permanece quando o tempo passa.

Venha ler Pássaros feridos com a gente.

Resenha :: O Bicho-Papão está de volta (Becoming the Boogeyman)


Olá leitores, estamos de volta a Edgewood, em Maryland. E essa volta acontece muito tempo depois, porém parece que já estávamos sentindo a mudança no clima, aquela calmaria que antecede a tempestade.

Vou tentar ao máximo não dar nenhum spoiler do livro anterior, afinal alguém pode cair aqui de paraquedas e perder toda a surpresa de descobrir quem seria “o Bicho-Papão”. Mas deixo um aviso importante: este segundo livro é continuação direta do anterior. Mesmo achando que seja possível lê-lo sem ter passado pelo primeiro, eu não recomendo. A experiência fica muito mais completa conhecendo o que aconteceu antes.

Leitura Compartilhada :: Os oito primos (Eight Cousins)

 Há casas que parecem pequenas por dentro, mesmo quando estão cheias de gente. E há outras que, de tão cheias de vozes, histórias e personalidades, acabam se transformando em um pequeno mundo.

É para uma dessas casas que vamos agora: a Aunt Hill, onde Rose Campbell, uma menina órfã, chega para viver cercada por tias, tios e seus sete primos. Em Os Oito Primos, de Louisa May Alcott, acompanharemos essa nova etapa da vida de Rose e as relações que vão se formando ao seu redor.

Nossa 75ª Leitura Compartilhada acontece de 04 de junho a 02 de julho de 2026. Será um mês para conhecer essa família, acompanhar Rose em sua chegada e descobrir, capítulo a capítulo, o que acontece quando uma menina acostumada a viver sozinha encontra uma casa cheia de gente.

Puxe uma cadeira, prepare o café ou o chá e venha conhecer os oito primos com a gente. ☕📖

Resenha :: Isso me traz alegria (Spark Joy: An Illustrated Guide to the Japanese Art of Tidying Up)

Olá, leitores! Hoje quero falar do segundo livro de Marie Kondo que leio. Já deixei aqui no blog como foi minha leitura de A mágica da arrumação, de Marie Kondo, e como, depois da leitura, fui conferir a série na Netflix. Por isso, achei importante trazer também o meu olhar sobre Isso me traz alegria.

"Apenas quando aceitamos de modo incondicional aqueles cujos valores diferem dos nossos é que podemos realmente dizer que terminamos a arrumação."

Resenha :: A história da Inteligência Artificial para quem tem pressa

Olá leitores,

Diferente dos livros de ficção, este livro conversa rapidamente com a nossa realidade, principalmente por sua atualidade. Desde o começo, mostra que a chamada Internet das Coisas, com aparelhos conectados que respondem a programação e comandos de voz, já nos preparava para a chegada massiva da Inteligência Artificial ao nosso cotidiano.

E, por ser um livro que entrega mais do que noções básicas mesmo em poucas páginas, nos obriga a pensar sobre o ônus de toda essa facilidade advinda da tecnologia e se, de alguma forma, não estamos vivendo no mundo de 1984, de Orwell, porém pintado em uma paleta de cores menos sombria.

Resenha :: Perseguindo o Bicho-Papão (Chasing the Boogeyman)

Olá leitores, meu primeiro contato com Richard Chizmar e já virei fã. Que escrita envolvente! O começo foi um pouco lento para mim, por ser uma narrativa mais descritiva e sem diálogos, mas depois que peguei o jeito da leitura, ela fluiu e só parei quando terminei.

Chizmar conta a história a partir do seu próprio ponto de vista, misturando a investigação de uma série de crimes ocorridos em sua pequena cidade natal, Edgewood, Maryland, com suas lembranças de infância e juventude naquele lugar. E foi justamente essa mistura que mais me envolveu.

Resenha :: O Jardim Secreto (The Secret Garden)

 

Olá leitores! Essa história, sempre esteve em minha lista de livros a ler, mas ainda não havia chegado o momento, até agora.

Ao perder os pais numa epidemia de cólera na Índia, onde nasceu e foi criada, a pequena e mimada Mary Lennox é enviada para viver na lúgubre mansão de seu tio, no coração da Inglaterra rural. Mas se fosse apenas isso diria que seria uma trama simples de o leitor adivinhar seu conteúdo e até final; muito longe disso. E sobre isso que vou falar agora.⠀


"E às vezes é ainda mais simples: basta o som de uma música distante ou a expressão nos olhos de alguém"

Resenha :: Salomé (Tragédia em um ato)

A peça retrata a trágica e visceral história da princesa Salomé e sua obsessão perturbadora pelo profeta João Batista, culminando no famoso pedido da cabeça do profeta em uma bandeja, depois da dança dos sete véus.

Talvez uma pessoa sem muita atenção não perceba que estamos próximos da festa de São João, e esta obra fala justamente da morte de João, o Batista: a fatídica noite em que teve sua cabeça cortada e oferecida em uma bandeja de prata.


"Mas não é de bom aviso achar símbolos em tudo que se vê. Fica-se com a vida cheia de horrores."

Resenha :: Uma Breve História do Mundo em 50 livros (A Short History of the World in 50 Books)

Olá, leitores! Como não ler ou falar sobre um livro que aborda livros? E que, para completar, começa de forma quase defensiva, se eximindo dos questionamentos que qualquer obra que use as palavras mundos e livros pode receber. Digo isso de forma muito positiva, porque o modo como o autor se propõe a essa defesa também serve de preâmbulo ao que iremos encontrar nas páginas desta obra.

O cuidado em contemplar, além das obras que moldaram a humanidade e são, sem dúvidas, valorosas em sua grandeza histórica e, por vezes, de conteúdo e forma, também se mostra na escolha de obras de diversos países e continentes. O livro não tenta ofuscar a história para manter, por exemplo, uma narrativa eurocêntrica, mas demonstra como a literatura, tal como a vemos hoje, vem sendo moldada ao longo de tempos imemoriais da própria humanidade.

Resenha :: Uma Breve História do Mundo em 50 Lugares (A History of the World in 50 Places)

Olá, leitores! A conversa hoje é sobre um livro de não ficção. Porém, diferente do que você possa pensar, não é algo escolar. Ao contrário: é para quem ama conhecimento e já se perguntou o que estaria por trás do nome de uma rua, por que existe aquele busto ou aquela estátua na praça, ou até mesmo a história por trás do nome do próprio bairro ou cidade.


“Cada canto do mundo tem o potencial de ser um palco da história.”

Resenha :: Lugar Nenhum (Neverwhere)

Olá, leitores! Esse livro tem uma história da história interessante, publicado pela primeira vez em 1997, a partir do roteiro para uma série de TV, o sombrio e hipnótico Lugar Nenhum, primeiro romance de Neil Gaiman, anunciou a chegada de um grande nome da literatura contemporânea e se tornou um marco da fantasia urbana.

Então, o convite é para atravessarmos uma Londres que talvez vocês ainda não conheçam. Uma cidade escondida sob a cidade que todos reconhecemos, habitada por personagens singulares, caminhos improváveis e perigos que não aparecem nos guias turísticos. Vamos conhecer Lugar Nenhum, de Neil Gaiman, e descobrir o que existe do outro lado dessas passagens — ou melhor, bem abaixo delas.

Resenha :: Casada com o Highlander (Pour l'amour d'un Highlander)


Eu amo conversar sobre leituras que foram exatamente a história certa por momento que eu li. Por isso, amo romances de época, que pra mim são perfeitos pra evitar ressacas literárias e bloqueios de leitura. E assim, convenhamos. A premissa de um casamento arranjado é um clássico do gênero. Por tanto, vamos a história.


Ok, o casamento é arranjado, mas eu gosto de como a autora aborda a questão de uma forma bem diferente do habitual. Tudo está muito as claras, o motivo, a aceitação e claro o casamento como negócio, mas vai só até o lado B, porque a mocinha vai para as terras altas com um mistério que explica sua ida, e sua quase nunca aceitação do fato, e esse pequeno mistério vai se desdobrando de uma forma muito consistente na trama.

“Uma profunda nostalgia abraçou seu coração, em uma mistura de tristeza e alegria. Era estranho como às vezes as emoções podiam se contradizer e se sobrepor, indiferentes umas às outras.”

Resenha :: Uma canção de Natal (A Christmas Carol)


Eu senti falta dos dias natalinos. Senti falta dos bons sentimentos e da convergência de pensamentos que unem as pessoas nessa época. Da presença dos amigos, do calor que aquece o coração com as trocas de votos de paz na Terra e boa vontade entre as pessoas.


“Feliz Natal! Que direito você tem de estar feliz? Que razão tem para ficar feliz? Você nem ganha muito dinheiro.” “Mas, então”, retrucou o sobrinho, jovial, “que direito o senhor tem de ficar triste? Que razão tem para ser amargurado? O senhor ganha muito dinheiro.”


Muito provavelmente por isso eu tenha escolhido essa leitura. E já nas notas da edição, escritas por Sandra Sirangelo Maggio, tive tanta empatia pelos sentimentos que, segundo a introdução, levaram o escritor Dickens a escrever essa linda e emocionante história.

Resenha :: Pusheen Coloring Cuteness

Oi pessoas, hoje vou falar sobre um livro que não é para ler. Sei que como tudo que acontece com o que é sucesso, logo tem a turma do "hate". E com os livros de colorir não foi diferente. Quando saiu a lista de livros mais vendidos, chegou a vez no mundo literário. Afinal, que audácia de um livro que não é para ler, ser o mais vendido.

Porém, a primeira coisa que pensei é que atualmente eles cumprem uma missão quase impensável e muito, muito necessária; O sair das telas e fazer alguma atividade manual, que estimule não apenas a mente como a coordenação motora final e a criatividade como nenhuma tela nunca será capaz.