20/12/2017

Série :: That 70s Show

dezembro 20, 2017 1

Olá Wisconsin!!!

Vou deixar aqui uma dica deliciosa para quem como eu ama o Netflix!! Uma sitcom, que é a minha queridinha no estilo comédia sessão da tarde! Olhando a imagem acima você pode não dar nada, mas lendo esse post vai si surpreender com o quanto você pode ser fan desses atores em seus atuais trabalhos.

 Antes, um pouco sobre a série!
A história se inicia em meados de 1976, e relata o dia-a-dia de um grupo de adolescentes (Eric, Donna, Kelso, Jackie, Steven e Fez) na faixa dos 17 anos. Sem ter muito o que fazer, sua rotina se resume a se reunir no porão da casa de Eric para papear, fazer festas, planejar algo, e namorar. Ou seja, pessoas comuns do estado de Wisconsin na década de 70.
 
Mas vale avisar! Todas as 8 temporadas se passam no intervalo de 17 de maio de 1976 até 31 de dezembro de 1979, menos que o dobro do tempo que a série durou. Então para saber em que ano se passa a história, basta olhar na placa do carro que aparece no começo do episódio. Caso perca no inicio no final também aparece.

No primeiro momento eu percebi lembrar a formação do grupo muito a do The Big Bang Theory. Apesar de os personagens e tramas nada terem haver; mas o fato de número de personagens masculinos serem em maior número, e os atores fixos aparecerem no início do episódio, me chamaram a atenção, além da presença de um personagem não americano.

A série mostra acontecimentos dos anos 70, como feminismo, atitudes sexuais, conflitos de gerações, as dificuldades econômicas dos anos 70, a recessão e o uso de drogas. A série também destacou a evolução da indústria do entretenimento. Eu gostei muito também das referências a coisas que viriam a acontecer, como absurdo pra eles.

Algo comum e que frequentemente é mostrado na série é o fato de aparecer os personagens "sonhando acordados", coisas meio bizarras mesmo como os programas da época e tal, aí ele vai narrando seu “sonho” e os outros personagens acabam embarcando junto do sonho e fazendo parte. Sinceramente achei uma sacada fantástica, porque mostra sem mostrar entendem?

O círculo se tornou marca registrada da série.  O que é? Os personagens sentam-se numa roda e enquanto a câmara gira lentamente e para fixo num personagem quando ele ou ela está prestes a falar, dá a entender que o personagem está com o baseado. Bem anos 70! Mas amo o fato do freezer da série sempre ter muito picolé (sorvete de palito).

Nas trocas de cena, podem ser vistas imagens dos personagens fazendo alguma coisa com imagens psicodélicas ao fundo, acho que fica chatinho as vezes, mas essas imagens te lembram o tom do seriado e acaba te mantendo no ritmo da época. Tem alguns que são bem legais e acabam se tornam seus favoritos, e no geral remetem ao personagem central da cena o que prova que não são tão aleatórias assim.



Impossível essa música do vídeo acima não está na sua cabeça nesse exato momento.. risos.. Bom.. agora.. como estou falando de uma serie, que já está terminada e isso a algum tempo.. vou apresentado os personagens, algumas curiosidades e os trabalhos atuais.. 


Topher Grace

Grace interpretou o honesto, mas inseguro Eric Forman, cujo porão da casa da família se tornou a sede do seu grupo de amigos. Ele mantém um longo relacionamento com a vizinha Donna Pinciotti (Laura Prepon). Sério, esse personagem fica a um passo de ser o nerd fracote mas no seriado inteligência não chega a ser o forte dele. Ele entra mais naquele tipo “anti-herói” que vc acaba curtindo e tal, sem saber muito porquê.
Laura Prepon
Laura interpreta a inteligente Donna que se relaciona com Eric durante a maior parte da série. Foi a personagem mais difícil de conciliar o antes dela com o atual papel no seriado Original Netflix Orange is the New Black como Alex Vause, uma traficante de droga condenada. Acho que o cabelo no tom preto torna ainda mais irreal sabem, o que me levar a dizer que ela é uma ótima atriz por ser tão diferente em personagens distintos.
   

Ashton Kutcher

Kutcher interpretou Kelso, namorado de Jackie (Mila Kunis). Kutcher e Mila hoje estão casados e têm uma filha de um ano e meio. Ele faz o exato “louro” burro! Sério!! Mas já dava sinais de que iria ter uma carreira promissora. Depois da segunda temporada a evolução como ator fica evidente!
 
Mila Kunis
Mila, nascida na Ucrânia, era o membro mais jovem do elenco. A sua Jackie Burkhart no início era bela e mimada, mas a personagem amadurece no decorrer da série. Tenso descrever a Jackie. Mas ela é fundamental pra serie se manter, não tem como explicar sem spoiler, mas garanto que vai chegar a mesma conclusão que eu quando estiver assistindo.
PAUSA Sabe o casal Ashton Kutcher e Mila Kunis? Pois bem: eles eram Michael Kelso e Jackie!! Inclusive a Mila teve seu primeiro beijo da vida na série aos 14 anos com Ashton Kutcher, lindo não?!!!
Dany Masterson
O Hyde de Danny Masterson na série era um sujeito inteligente e sarcástico membro do grupo que acabou se mudando para a casa de Forman. Também namorou Jackie. Alguns episódios para mim ele foi quem levou o episódio nas costas, por assim dizer.

Wilmer Valderrama
Wilmer interpreta Fez (Foreign Exchange Student), um aluno estrangeiro que está fazendo um intercâmbio e cujo país de origem não identificado é fonte de humor. Esse é o personagem mais estereotipado e não por ser estrangeiro. Como o pais de origem não é identificado, em alguns episódios vc jura que ele é indiano, outros um porto-riquenho e por ai vai.. mas ele mantém aquele humor entre o personagem latino conquistador sem conquistas e um personagem quase gay.

Outros personagens da Série


Debra Jo Rupp
Kitty Forman, A mãe de Eric é uma enfermeira e dona de casa, que tenta manter alguma ordem na bagunça dos jovens. Porém, acaba colaborando algumas vezes com a festa. É uma mulher bastante bondosa, dona de uma risada inconfundível. Ela é uma atriz excelente e conforme você vai assistindo aos episódios e entendendo as excentricidades dela fica mais fácil ainda curtir a personagem dela.

Kurtwood Smith
Reginald (Red) Forman é o tipo de pai linha-dura que vive brigando com Eric, não suporta os amigos encrenqueiros do filho e vive ameaçando "chutar o traseiro" de todo mundo. Não esconde a preferência pela filha Laurie e a vontade de ver o filho Eric fora de casa o mais breve possível. Odeia outras pessoas e geralmente xinga os outros de dumbass (imbecil). Sério ele dá um tom muito legal no seriado e faz a ligação com os fatos históricos da época, digamos que é o personagem que mantem a história no “mundo real” dos anos 70.

Don Stark
Bob Pinciotti é o pai de Donna. Tem ciúmes de Eric, mas ainda assim apoia a relação dele com a filha. É amigo de Red e Kitty e às vezes, junto com sua esposa pode ser inconveniente para o casal de vizinhos. Não é meu personagem favorito não, nem é pelo fato de ser ruim ou coisa parecida, ele é necessário mas.. sabem como é não?

Tommy Chong
Leo Chingkwake Hippie e dono de uma lojinha de revelação de fotos. Qual anos 70 estaria completo sem um hippie. Os episódios com o Leo sempre são legais porque tem todo o tom Paz e Amor mais clichê e esperado do mundo!

Nota triste - Lisa Robin Kelly

A atriz, morreu aos 43 anos. Lisa interpretou a personagem Laurie Forman, irmã do personagem Eric Forman (Thopher Grace).


Good bye!! 

Ficha Técnica do Seriado

Primeiro episódio: 23 de agosto de 1998
Episódio final: 18 de maio de 2006
Tema musical: In the Street
Número De Temporadas: 8

Sinopse
That '70s Show é uma série de televisão norte-americana exibida entre os anos de 1998 e 2006, contando a história de seis jovens que vivem na cidade fictícia de Point Place, subúrbio de Green Bay, Wisconsin, durante a década de 1970.
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07/12/2017

Primeiras Impressões :: Sob os acordes dos anjos

dezembro 07, 2017 0


 
Gente, foi lançado em e-book na Amazon, Sob os acordes dos anjos, da autora Chirlei Wandekoken. Um romance de época que transita entre os principais países do velho mundo, e eu trago para vocês as minhas primeiras impressões dessa história!Esse é um romance de época inglês, então se for sua primeira leitura desse tipo de romance, leia como calma para se acostumar com a escrita. Mas te garanto que logo você vai estar irremediavelmente apaixonada.

A escrita da Chirlei é viciante, não tem como definir de outra maneira, a observação que fiz acima é pela capacidade dela em te colocar na história. Diferente das outras histórias que eu li dela (sim sou muito fã) essa possui um tom de novela que eu adorei.

Logo de cara temos a surpresa de 04 personagens centrais que tem a vida entrelaçada, quando no leito de morte, o Marques de Land’s End, seu pai, reconhece seu irmão bastardo como filho e revela a grande farsa em que suas vidas foram enredadas. Outro ponto muito legal foi o fato de ter as cenas do passado explicando essas revelações e dando uma agilidade a trama.

Agora, ao lado de seu irmão, ele começa uma busca pela mãe biológica de ambos. Nesse ponto foca em algo que amo serem as referências a fatos históricos como: as workhouses e a descrição de locais como as capelas.

A procura pela verdade traz novas descobertas, como duas primas que sobreviveram a um incêndio criminoso que matou toda a família: Celestine, uma louca que passou a vida escondida num hospício e de cara garante a veia cômica da escrita, porque você cai na risada com o jeito inocente e sincero de “Tine”.

O aparecimento de Estell na história revela outros fatos da história e também traz o tom mais romântico da época em que amores aconteciam à primeira vista e um homem poderia morrer por suas intenções.

Estou falando dos primeiros capítulos e você pode conferir que essa história tem todos os ingredientes para ser mais um sucesso da autora, afinal é difícil para mim, escrever sobre ela quando minha vontade é continuar lendo e descobrindo onde toda essa história irá me levar. Quando eu terminar volto pra falar um pouco mais. Bjs
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06/11/2017

Resenha :: Alice Carter e o Theatro de Vampiros

novembro 06, 2017 2



Olá queridos, hoje eu venho falar de um livro de aventura e fantasia. Esse é o primeiro da série e que já aviso ter me surpreendido por ter conseguido usar vários elementos do universo da fantasia em uma história bem escrita, veja bem eu ia ler 50 páginas e terminei de ler o livro inteiro. 
 
Essa é uma história de fantasia com uma adolescente que vai iniciar uma nova fase em sua vida. Primeiro quero alertar para ficar atento aos detalhes porque durante a leitura eles vão se mostrando cada vez mais importante para a trama no futuro. Apesar de estar aprisionada por um longo período e todas as tentativas de fuga terem falhado, Alice consegue criar uma "vida" para si mesma, nomeando seus carcereiros sem rosto e aproveitando cada pequena regalia para criar uma rotina e uma falsa normalidade em seus dias. Porém 10 anos cobram seu preço e o de Alice foi o das memórias anteriores a sua condição de prisioneira.

Parece clichê? Pois não é. Não temos nenhuma mocinha num triangulo amoroso, nem a autora copiou a base de nenhuma saga famosa. Como estamos no primeiro livro é um pouco mais explicativo, Alice apesar de estar presa não está indefesa, ela só espera a oportunidade para fugir, ela conserva aquela fé de que irá conquistar sua liberdade de alguma maneira.

Eu gostei bastante, dos "vampiros" serem um título e não os seres chupadores de sangue e da maneira como a autora foi colocando os elementos que fazem parte da trama. A história vai sendo contada pela visão de Alice, mas várias vezes temos o ponto de vista do "ranzinza".

Benjamin, foi acolhido pelo Clã dos vampiros ainda pequeno com seu irmão Sebastian após a tragédia que os tornaram os únicos sobreviventes da família Scott. Ben é um feiticeiro vindo da dimensão da Terra com seu poder ligado a Égide* do fogo. Que desde a fuga de Alice de sua prisão mostra que está ligado a ela de várias formas e isso vai fazendo você "shipar" o casal.

Curiosidade: O que é Égide? Égide significa proteção, amparo, defesa. Se um ato foi praticado sob a égide de alguém, quer dizer que ele foi realizado sob a proteção e com total apoio. (Fonte: www.significados.com.br)
Não foi inventar a roda, mas ter os elementos como fonte de poder é sempre um tiro certo, a parte inovadora vem dos clãs terem seu poder ligados as derivações dos elementos, como o clã que vive na neve.  Durante essas descobertas dentre tantas outras Alice como o leitor tem aquele estranhamento das informações e ela faz as perguntas que gostaríamos de fazer e também tem aquela aceitação que algumas perguntas serão respondidas no tempo certo. Preciso deixar claro a narrativa tem uma velocidade legal e a autora não fica inventando assunto para arrastar a história. Descreve tudo de modo deixar a história bem situada, a imaginação te "colocar" dentro da história e principalmente pontos que são importantes para o decorrer da trama.

Os personagens têm suas personalidades ligados a seu elemento, mas também tem características próprias fazendo com que você logo simpatize com alguns e antagonize com outros o que é fundamental numa boa aventura. Gostei do jeito que autora narra não deixando nada muito raso nem tão complexo a ponto de dificultar a leitura. Outra coisa que amei foi que a ação acontece minha gente! Não fica enrolando tudo para o próximo livro. De tudo que posso dizer a favor da leitura desse livro nada é mais contundente do que amei o fato de não ser mais do mesmo.

Essa história, não foi feita usando uma "receita de bolo". É uma ótima leitura por tudo que é e também pelo que não é. O Teatro dos vampiros é quase um centro de treinamento do poder, mas não é a escola do professor Charles Xavier, também tem uma sala comunal é não é Hogwarts, entendem meu ponto?? Ela usa a magia sem remeter a uma referência direta. A autora pegou na fonte e criou sua própria história. Não posso falar muito sem dar spoilers, mas também não posso deixar que o medo do "mais do mesmo" te impeça de aproveitar uma leitura leve, bem escrita e divertida que te prende do início ao fim. 

Alice, termina esse primeiro livro ciente que ainda a muito a ser descoberto e com minha simpatia por não ficar se restringindo a usar todo poder que possui, seja o elemento mágico ou sua intuição do que deve ser feito. Ela não espera ser salva quando sabe que cabe a ela salvar e nem se nega a receber ajuda e apoio quando preciso. Cada personagem paralelo ganha uma importância maior no momento certo da trama não deixando tudo centrado em uma única personagem. 

Sobre a publicação, outro elogio que precisa ficar registrado é a Editora Selo Jovem, este é nosso segundo ano como amigos da editora e acompanhar a evolução da editora é algo fantástico!! Eles mantiveram a parte que era maravilhosa, como as folhas amarelas de uma qualidade imensa, letras num tamanho confortável para a leitura, mas as capas... Gente, como não elogiar as capas que só ficam cada vez mais lindas. A capa dessa história já é um convite a leitura! A única crítica seria a sinopse, sério... elas ainda são um ponto a melhorar, mas conhecendo a Selo Jovem eu sei que vão.

Tem uma tarde livre? Encante-se com esse universo criado pela Lisa Lopes e depois venha conversar comigo... gente que tristeza não poder comentar um monte de coisas... Boa leitura!!


Informações Técnicas do Livro



Alice Carter e o Teatro de Vampiros
 
Série: Alice Carter # 1
Autora: Lisa Lopes
Ano: 2017
Páginas: 212
Gênero: Aventura / Fantasia / Jovem adulto
Editora: Selo Jovem

Alice, uma jovem aprisionada em um castelo sombrio. Sem conhecer as verdadeiras razões do seu confinamento, já havia aceito o duro destino, pois todas as suas tentativas de fuga foram em vão. Quando aconteceu ou como aconteceu, foram perguntas que ela fez a si mesma diariamente, durante muito tempo. Nunca conseguiu lembrar da sua vida anterior ao castelo.
Apesar de tudo, ainda acreditava em sua liberdade, que seus sonhos se realizariam e seus dias de solidão chegariam ao fim. Carregava consigo, a pequena, mas ainda acesa, chama de esperança.
Seus únicos contatos ‘humanos’, eram os encapuzados, que a vigiavam dia e noite, cuidando de sua prisão.
Nos dias atuais, passou a sonhar seguidamente com o mesmo rapaz misterioso. Ele estava disposto a ajudá-la fugir, enfrentaria perigos e obstáculos, sem pensar nas consequências, só para vê-la livre.  Mas, Alice estaria disposta a se arriscar? Confiaria em um desconhecido?
Além das muralhas, um novo mundo será revelado, ela desafiará o inexplorado e sua odisseia terá início. Na busca por uma lenda, embarcaremos com ela nessa aventura. Uma jornada repleta de magias e mistérios. Alice descobrirá o valor da amizade, do amor e da confiança e enfrentará, talvez, o seu maior desafio: acreditar em si mesma!
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04/08/2017

Resenha :: Manhã de Sol Florida, Cheia de Coisas Maravilhosas

agosto 04, 2017 4



Esse livro foi um dos desafios da minha TBR (Livros para ler) na Maratona literária de Inverno. Ela atendia a dois dos desafios, o primeiro - pontuação no título Manhã de Sol Florida. Cheia de Coisas Maravilhosas. E o segundo - história que se passa em momento histórico marcante. Essa história acontece nos anos 70, em plena ditadura militar.

Confesso não ter me apaixonado pela sinopse, mas assim que comecei a ler tive certeza que não iria abandonar a leitura, que rendeu boas surpresas. Logo no começo o livro mostra uma história nada clichê e com muito conteúdo. 

Outra coisa surpreendente foi a quantidade de conteúdo em poucas palavras e a desenvoltura do autor em fazer o leitor interpretar a história de maneira quase inconsciente, ir preenchendo as lacunas entre as linhas da história sem deixar que com isso o livro tivesse uma queda no rendimento da história e da leitura.

Ao indicar esse livro já diria que só de pensar em toda cultura histórica do livro e alguns fatos de época já valeria a leitura desse livro. Que começa apresentando alguns personagens e uma rotina até então comum num dia-a-dia de um operário morador de áreas periféricas, várias pequenas curiosidades de Montevidéu e dos gostos dos moradores do local. Também nos apresenta o protagonista Miguel e como a vida pode seguir numa rotina sem cores e até sem vida, preso a rotina e aos horários da vida cotidiana.

"Miguel Martinez era um cinzento montevideano, que gostava de vinho, bife à milanesa, doce de leite, café puro e tubaína que aprendeu a tomar no Brasil."

Eu sinceramente comecei a notar pequenas peculiaridades no personagem principal e a cada novo capítulo o tom da história entra num crescente ascendente, mais conteúdos e detalhes são acrescentados de forma tranquila deixando a leitura muito prazerosa; as voltas que a vida dá, que levam Miguel ao RJ, são muito bem escritas e verossímeis, em especial pelas notas de rodapé. Um tom pessoal que explica a paixão pelo RJ e encerra um ciclo. Após uma passagem interessante de tempo que diz mais que muitas páginas escritas. 

Esse salto no tempo para mim foi meio chocante porém antes do choque passar veio o entendimento e o aplauso a esse que foi um recurso muito bem empregado. Porque? Simplesmente o autor poderia ter escrito diversas páginas de “nada” apenas para narrar a vinda de Miguel ao Brasil, sem narrar nada especialmente relevante a história. Porém ele deixa apenas os fatos realmente importantes ou detalhes que deveriam ser insignificantes, mas dizem muito.

Aninha, ou Ana Clara surge na história de uma maneira tranquila, assim como os outros personagens que aos poucos ganham destaque. O modo como o autor conta um pouco a cada momento de um personagem em destaque faz com que o conhecimento venha de forma tranquila, porém extremamente marcante a ponto de te deixar cada vez mais próximo do personagem e da história. No entanto a sensação é de um personagem fictício caminhando no mundo real e algumas vezes, de tão bem escritos, o real e o imaginário se fundiam e confundiam deixando a leitura muito agradável e com aquela dúvida de onde termina o real e começa o imaginário instigando ainda mais a leitura.

“A convivência com a jornalista fez dele um homem mais humano, sensível e curioso pela vida. Graças a ela, começou a manifestar um real interesse pelos meandros das comunidades cariocas.”

E a crescente da história só aumenta com a entrada de Ana Clara Pernambuco na história, o romance dos personagens seguem um tom crescente de uma forma muito real e também como o amor é. Trazendo aquele sorriso bobo, cores no mundo que pareciam não estar lá antes e aquela sensação ruim que me deixou angustiada achando que toda essa felicidade não vá durar. Porque além das lentes rosas do amor existe a realidade. A realidade dos morros cariocas, fatos históricos como o surgimento do Comando Vermelho, o terror do submundo do governo militar, da tortura e das cores em preto e branco, da traição e da tortura.

Ana Clara é fundamental para a história, porém o pouco romance na história deixa o livro ainda mais interessante. E o final... eu terminei o livro com o coração na mão e no fim aquele suspiro de quem diz... WAW, o final me conquistou, porque me preparou para algo e me surpreendeu com um final ainda melhor. Estou realmente encantada com todas as surpresas que esse livro me trouxe. Não é uma história de amor fofa, mas é uma história de amor que facilmente seria verdade no mundo que vivemos.

Sobre o livro
Notei logo nos primeiros capítulos, que esses sendo curtos facilitam a leitura e algumas palavras correntes da época dão charme ao texto.
Outra coisa digna de nota são as frases escritas na língua do protagonista e traduzidas no rodapé, achei um charme fantástico a história. Sem falar em papel amarelo de uma qualidade incrível, letras num tamanho ótimo para leitura. E passagens sobre Tim Maia e sua carreira.


Informações Técnicas do Livro

      
Manhã de Sol Florida, Cheia de Coisas Maravilhosas
Alécio Faria 
Ano: 2017
Páginas: 154
Editora: Selo Jovem
Sinopse
Montevidéu, outono de 1977.
O uruguaio Miguel Martinez consegue realizar, ainda que tardiamente, o sonho de menino – o de conhecer o Rio de Janeiro. Contudo, não poderia imaginar o quão sem graça seria viver na cidade maravilhosa, até encontrar Ana Clara Pernambuco - repórter do Diário de Notícias e responsável pela ONG Babilônia Azul, numa das maiores favelas cariocas.
Morando num país periférico, belo e exótico, porém esquecido e marginalizado pela ditadura militar dos anos 70, Ana Clara o envolverá numa arriscada investigação sobre a indústria de bebidas.
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19/07/2017

Resenha :: Quando o Amor Aconteceu

julho 19, 2017 4
 
Olá, estou lendo e amando um livro que em breve vou resenhar porém também estou participando da #MLI2017 e, aconteceu aquela ressaca literária que é tão temida e famosa entre os leitores. Não foi nenhum livro que causou diretamente mas uma overdose literária após 04 dias e 04 livros lidos! Sim estou falando de 1400 páginas lidas em 96 horas corridas.

Então, tal como bêbado que cura ressaca bebendo eu fui ler algo pra amenizar o problema e não estragar a maratona. Encontrei essa antologia no meu kindle e fui dar uma olhadinha. 
 
Descobri que uma história curta porém mega bem escrita e com muito conteúdo mesmo em poucas palavras é um jeito prazeroso de ler, se saciar com uma ótima história sem aquele excesso. Vou aproveitar essa dica também pra aqueles dias em que não tem tempo pra muita mas não quero ficar sem o prazer de ler.
 
Quando o Amor Aconteceu, é um conto sobre Mônica uma jornalista que trabalha em uma revista semanal, que no mês de Julho conta com uma publicação especial para o dia dos namorados e outra extra no mesmo mesmo mês.
A coluna de Mônica porém é a de esportes, e qual não é a surpresa quando descobre que esse ano escreverá a coluna de Romance num sorteio entre os colunistas.

Ser colocada de frente a essa realidade faz com que ela encare a própria vida e a falta de um amor não fraterno em seus 27 anos de vida. Porém Fabrício esteve sempre ao seu lado, exceto quando ele a ignorou na adolescência. Irmão gêmeo de sua melhor amiga, noiva de seu chefe. As voltas com sua matéria e o confronto com sua própria realidade ela precisa pensar em como escrever sobre algo que nunca viveu, ou será que não se permitiu viver?

Os motivos de uma boa vida porém não completamente satisfatória são aos poucos sendo revelados e Mônica se vê de ante de algo que não tinha se permitido. E é aqui que fica maravilhoso, são grandes questões colocadas e resolvidas de maneira rápida porém completa. Esse conto é maravilhoso porque não te deixa com aquela sensação de inacabado de alguns e nem com aquelas questões que te atormentam por não serem resolvidas pelo autor.
"Esqueça o passado, eu esqueci. As pessoas vão e vêm durante a nossa vida, algumas ficam e outras deixam sua marca, mas não podem ficar."
Amei o fato de não ter sido uma DR, ninguém discutiu a relação. A personagem discutiu e elaborou seus motivos, medos, receios e também prazeres consigo mesma e com isso te leva a acompanhar, torcer e ficar maravilhada com o final. Sem todas aquelas situações que fariam o livro ganhar várias páginas desnecessárias pra voltar ao exato lugar onde você está torcendo pra que vá.

Outra coisa foi a elaboração dos personagens com uma complexidade exata pra o conto e seu objetivo. Como assim?? O suficiente pra esse ruivo lindo ter me conquistado a cada página e ter torcido por ele e por seu final feliz.

Sobre Quando o Amor Aconteceu, o conto foi publicado em Vidas que se Encontram - Antologia de Contos publicado em e-book pela editora essência literária. Quem não tem kindle, pode ler usando o aplicativo e quando comprar o aparelho basta usar o mesmo e-mail que criou a conta na Amazon pra o aparelho "puxar" todos os livros da conta pra ele.

Ficha Técnica

Antologia Vidas Que Se Encontram
Traças – L. L. Alves
Quando Aconteceu – Fê Friederick Jhones
O Amor Aconteceu – Juliana Santander
Estoy de Acuerdo: Um Atendimento do Destino – Nana Garces
Ano: 2016 / Páginas: 70
Editora: Essência Literária

Sinopse
As autoras se inspiraram no Dia dos Namorados e criaram lindos romances onde cada casal descobre o amor de uma forma inesperada.

Ficaram curiosos? Vidas que se Encontram é uma antologia de quatro contos, onde cada casal encontra sua alma gêmea de maneiras inesperadas.
Aventure-se pelas páginas do seu Kindle e apaixone-se também! Compre Loja EL ou Amazon
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09/07/2017

Resenha :: Miguel

julho 09, 2017 1

Olá, eu vi escrever sobre uma das leituras mais fofas ao mesmo tempo emocionante do ano. Eu vim de leituras densas de fantasia e quem acompanhou minhas ultimas resenhas entende bem do que estou falando aqui. Mas, vamos voltemos ao livro, eu queria uma história pra quebrar esse ritmo e evitar uma ressaca literária que andava me rondando e ler Miguel me deu isso e muito mais.

A história é narrada pelo ponto de vista do Miguel Schimith, um professor de filosofia em escola pública, dedicado e com uma rotina de rapaz solteiro pouco convencional para os dias de hoje, ele é um ex-seminarista que optou por não se consagrar padre, mas em seu coração fez um voto, o de casar-se casto.  Tudo corrida de forma tranquila na vida de Miguel, até uma nova vizinha  vir morar em seu prédio, não incomodaria tanto a Miguel caso as paredes do prédio não fossem finas o bastante pra ele ouvir sua vida usar o nome de Deus em vão e nos momentos mais errados possíveis. Ele guardou suas opiniões pra si até uma emergência de encanamento o levar a conhecer sua vizinha.

Aurora Letícia Alves, é uma mulher independente e totalmente consciente de sua sexualidade, acredita piamente em encontros de uma noite do melhor tipo, pega e não se apega e está numa nova fase de sua vida, começando um empreendimento com sua irmã.  Em meio a muita água e uma raiva imensa da torneira, seus gritos de socorro a levam a conhecer seu vizinho Miguel e naquele momento a antipatia foi mutua. Vou parar nesse momento e dizer VOCÊ, sim você querida leitora e querido leitor acabou de entender todo o livro de forma errada!!

Miguel é aquele cara "comum" no melhor sentido da palavra e Aurora é um furacão desbocado e cheio de humor. Todo mundo conhece um cara alto meio sem jeito e uma baixinha esquentada. Risos, sério não tem como não se sentir próximo aos dois logo de cara.

Eu sei que nessa onda "hot" que a literatura nacional hoje vive (nada contra, entendam bem), mas você poderia se enganar e achar que esse livro é alguma fantasia absurda, mas não é nada disso. Esse é um romance  divertido sobre aceitação e respeito as diferenças de vida e de crença; É sobre não se impor e sim sobre entender o outro e tentar superar os obstáculos que a diferença de pensamentos e crenças podem trazer para qualquer relacionamento seja de amor ou amizade. A narrativa é feita de um jeito envolvente, leve e divertido. Os diálogos são perfeitos para dar o tom da história te deixando com aquela vontade de não parar de ler.

Depois de algumas situações absurdas que nossa Maria "Aurora" Madelena faz Miguel passar, ele começa a perceber que mesmo sem contato físico, Miguel percebe que  a proximidade com a Aurora muda sua vida e sua rotina de uma maneira boa apesar de tudo, o que o leva a conclusão que ambos querem ser felizes, mas que cada um escolheu um caminho oposto ao do outro na busca por essa felicidade.

Quando o coração de uma pessoa religiosa, seja qualquer que seja essa religião, o templo ou local de seu culto é sempre o refugiu de um coração aflito, e na busca por respostas e por refugio conhecemos o padre Emanuel (risos, não as referências não passaram desapercebidas), voltando ao padre, gente que personagem encantador, sábio e com uma vida triste e linda história de vida.

Nesse ponto eu fiquei um pouco deslocada, porque não sou e nunca fui católica, mas amei a maneira com que a fé e dogmas da igreja foram tratados. Não, de uma maneira a catequizar o leitor mas informativa e bem vinda a trama, devido as origens de Miguel. Voltando a história, com o coração um pouco mais em paz seu retorno pra casa leva Miguel a uma situação que marcaria sua vida e a de Aurora. Tentarem ter uma relacionamento que não fosse contra as convicções de nenhum dos dois.

Vamos junto deles, durante esse relacionamento sem contato físico, dialogando com os personagens sobre preceitos e conceitos como pecados e virtudes, certo e errado e o quanto disso é importante quando o amor está em pauta? O quanto é possível cada um abrir  mão de seu jeito de viver para se adequar ao outro e fazer dar certo. Aqui poderia ter ficado chato, mas entrada em cena das famílias de ambos trazem respostas e novas perspectivas para cada um ser exatamente como é.

Claro que não poderia ser fácil, afinal a maior concessão ficou por parte de Aurora, que abriu mão de sexo e contato físico, enquanto Miguel praticamente não fez grandes concessões apesar de lidar com a tentação todos os dias, quando um acidente faz com que Aurora vá para o Canadá e a distância física faça com que perguntas não feitas viessem a mente de ambos os lados.

Não posso contar muito a partir daqui, mas aviso que gente eu sinceramente quase enlouqueci aqui, ai que aflição! Sofri tanto com Aurora que quase me esqueço que Miguel é o personagem central do livro, até ri quando lembrei do título. Divaguei um pouco sobre a história ter levado para o lado que "Deus escreve certo por linhas tortas" me dei conta do quanto eu comecei a torcer pra eles darem certo sem um magoar o outro ou fazerem algo pra quem a culpa pesasse no relacionamento. 

E me vi encantada com um livro que me surpreendeu por uma proposta inteiramente nova para algo que poderia ser clichê, uma linda história ao melhor estilo "eu escolhi esperar". Com certeza uma das mais doces e bem escritas histórias de amor que li nos últimos anos que envolvem fé, amor e principalmente esperança e aquela lembrança gostosa de que:
"O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." 1 Coríntios 13:4-7

Sobre a edição, eu li a versão digital, disponível da Amazon, achei lindo a marcação em destaque dos capítulos e as citações que abrem os capítulos são perfeitas! A única melhoria fica por conta da edição que tem um espaçamentos errados e alguns erros de digitação, que não chegam estragar a leitura mas como são pontuais chamaram a atenção. Enfim, leiam e venham conversar comigo!!


Ficha Técnica do Livro    

Miguel
Carol Paim
Ano: 2016
Páginas: 243
Editora: Independente
 
Sinopse
Pecados e virtudes. Certo e errado. Isso importa quando o amor está em pauta? 
Uma mulher provocadora. Um homem respeitador e religioso. 
Ele acredita no sexo após o casamento. Ela acredita em encontros de uma noite. Paixão é o que ela sente. Ele sente o amor. Ela quer ser feliz e nesse ponto os dois concordam, mas como fazer dar certo para que os dois tenham seu final feliz? Quem abrirá mão de seu jeito de viver para se adequar ao outro? 
Quando as certezas e crenças de um homem são postas à prova pela determinação e desejo de uma mulher, tudo pode acontecer. 
Miguel é um romance divertido sobre aceitação e respeito. Onde o maior desejo é que o amor prevaleça sobre o preconceito e os obstáculos que a diferença de pensamentos e crenças podem trazer. 
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20/06/2017

Resenha :: Em Guerra com o Amor

junho 20, 2017 0



Você já se apaixonou por um livro só de olhar a capa? E ao virar pra ler a sinopse o coração disparar e aquela sensação boa só aumentar até você dizer: Eu preciso ter / ler esse livro? Esse livro foi exatamente assim, quando enfim comecei a chorar, de tanto rir e não parei de ler até descobrir tudo sobre as confusões dessas malucas adoráveis.

Giovana é uma loira, baixinha, aquela leitora que vive para ler, usa qualquer roupa que sirva porque importante é ter o último lançamento do seu autor favorito nas mãos pra devorar cada palavra (quem nunca???). Maria é aquela amiga cheia de vida, com uma urgência de viver, que curte funk e adora roupas curtas e chamativas. Afinal ela é super antenada com os dias atuais e a sua maneira de encontra seu futuro grande amor é a internet.

Porém, elas resolveram transformar o hobby em profissão e descobriram que a prática é bem mais difícil que a teoria. Ter uma editora pode ser o sonho de todo leitor, mas fazer essa editora ter sucesso e pagar as próprias contas e a sua é outra história. No meio dessa confusão, Benício é recrutado por Nana para tentar fazer a editora ser um sonho possível. E Maria, precisa lidar com seu amor desde sempre por ele. A chegada de Benício torna a história ainda melhor, mesmo que para ele não esteja sendo nada fácil observar a vida maluca da Maria e não tomar uma atitude drástica, afinal ele é apaixonado por ela.


Numa dessas empreitadas em busca do amor da Maria, que conhecemos o Luciano, chef de cozinha do restaurante que as meninas frequentam e que há muito tempo está encantado com a mulher que senta quase toda a semana em uma mesa, pedi um vinho para beber e fica lendo. Até que ele resolve chegar até ela para conversar e se encanta um pouco mais. O difícil será fazer ela se apaixonar por ele e esquecer sua paixão pelo autor dos seus livros preferidos. 

Não sei bem se conseguir explicar o quanto achei essa história incrível e o quanto ela me fez bem. Espero que sim, porque essa história merece ser lida, indicada, presenteada!!
 

Informações Técnicas do livro

Em Guerra com o Amor
Ali Graciotte e Alc Alves
Ano: 2016
Páginas: 238
Editora: Nix
Sinopse (Skoob):
O que acontece quando duas amigas se juntam numa Guerra com o Amor? 
Giovana, uma mulher séria e fascinada por livros e seus mocinhos, se recusa a encontrar um amor real por ser apaixonada por Luc Moreira, um escritor famoso e misterioso que a encanta, até conhecer Luciano Silva, um chef de cozinha romântico e sensual que abala a paz do seu mundo literário... Ela se vê entre duas paixões, mistérios e aventuras. 
Maria, amiga de infância de Giovana, esconde uma paixão juvenil por Benício, irmão de sua melhor amiga, o que a coloca em situações inusitadas, ele recém-chegado ao Brasil, após um casamento fracassado descobre que as coisas mudaram... E que a melhor amiga de sua irmã, não é mais uma menina e sim uma linda mulher. 
Duas amigas, duas histórias, várias aventuras, uma guerra maluca e o amor para selar a paz!
 
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04/06/2017

Resenha :: O Que Me Faz Pular (The Reason I Jump)

junho 04, 2017 0

 

TODOS PRECISAM LER ESSE LIVRO. Eu irei, rele-lo várias vezes.

Pedi a amigos alguns livros, emprestados, doados, a base de troca de alguns temas específicos e meu querido amigo Thiago do Blog @Mar de Vicios me emprestou esse livro. Eu há muito tempo, havia lido a resenha feita pela @codigoliterario no @clubedofarol (adoro livros que envolvam tantas pessoas) e fiquei ainda mais animada para ler.

Deus de amor, que livro incrível!! 
 
Cada capitulo te faz pensar sobre si mesmo. Relembrei várias coisas que vivi, gerei teorias que segundo minhas amigas Milly e Danii são loucas o suficiente para fazerem sentido, chorei de alegria e suspirei de emoção quando me vi diversas vezes pensando como é possível um adolescente de 13 anos ter tanto a dizer, preso dentro de si.

Uma canção do Iron Maiden tem uma frase que sempre me levou a refletir. "Inside the scream is silent"** hoje percebei que a recíproca também se faz verdadeira, dentro do silêncio pode estar o grito.



Informações Técnicas do livro


O Que Me Faz Pular
 
Título Original:  Jiheishō no Boku ga Tobihaneru Riyū 
(自閉症の僕が跳びはねる理由)
Naoki Higashida 
Ano: 2014
Páginas: 192 
Tradução: Rogério Durst 
Editora: Intrínseca
 
Sinopse
Naoki Higashida sofre de autismo severo (Grau 3 de suporte, não verbal). Com grande dificuldade de se comunicar verbalmente, o jovem aprendeu a se expressar apontando as letras em uma cartela de papelão, e, aos treze anos, realizou um feito extraordinário: escreveu um livro. Delicado, poético e profundamente íntimo, O que me faz pular traz uma nova luz para entendermos a mente autista. O jovem explica o comportamento muitas vezes desconcertante das pessoas com autismo e compartilha conosco suas percepções de tempo, vida, beleza e natureza, apresentadas em um relato e um conto inesquecível.
 
Detalhe bibliográfico: a edição brasileira da Intrínseca não foi traduzida diretamente do japonês. Ela foi traduzida da edição britânica, intitulada The Reason I Jump, cuja adaptação para o inglês foi realizada por K. A. Yoshida e pelo escritor David Mitchell. A tradução brasileira é de Rogério Durst.detalhe bibliográfico interessante para o seu projeto: a edição brasileira da Intrínseca não foi traduzida diretamente do japonês. Ela foi traduzida da edição britânica, intitulada The Reason I Jump, cuja adaptação para o inglês foi realizada por K. A. Yoshida e pelo escritor David Mitchell. A tradução brasileira é de Rogério Durst. Isso está explicitado na ficha catalográfica da obra.

** Referêcia a música Como Estais Amigos, álbum Virtual XI - Iron Maiden
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