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5 livros com personagens autistas que favoritei

Passando pra deixar mais cinco livros que me marcaram e que têm personagens — ou, no caso do primeiro, uma voz — autistas que ficaram comigo muito depois de terminar a leitura.

São histórias bem diferentes entre si: tem autobiografia, drama, romance, memórias e até uma história de amor. O que elas têm em comum é que, por motivos diferentes, entraram para a minha lista de favoritos.

Resenha :: Autismo (Paternidades Falhadas #1)


Conheci esse livro, através da indicação de um neurologista. E assim, sem nem ler a sinopse, entrou na minha lista de quero ler. Encontrei a edição física, e acabei por ganhar de presente. E a leitura não me revelou poucas surpresas.
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É um relato cru e doloroso, sem nenhum filtro, de um pai que não sabe lidar com seu filho pós diagnostico e pouco faz para ajudar a mãe que se propõe a lutar pelo bem-estar do filho. Mas não é apenas isso que faz o livro ser uma leitura difícil, explico: ele é escrito e publicado aqui em português de Portugal, então tempos palavras que são de fácil entendimento como "telemóvel" e outras que requerem uma ida ao dicionário.

"Especial, pensava Rogério, essa malfadada palavra que não quer dizer nada até ser trocada pelos cêntimos de realidade a que corresponde, e Rogério pensava, não sem mágoa, que o seu filho era especial num sentido em que ele gostaria que fosse normal e que era normal num sentido em que ele talvez gostasse que ele fosse especial". 

Resenha :: O menino azul e a família colorida


Oi leitores, com muita alegria quero trazer para você um pouco da minha leitura desse livro! Fiz uma leitura com meu Samuel. O livro já encanta pelas ilustrações e Sam achou mega, divertido ter um menino azul no livro, a medida que fui lendo ele ficou preso a história de uma família alegre e cheia de cores a espera do bebe, que estava na barriga da mãe.

Adorou me mostrar o que reconhecia de imagens no livro, e em especial gostou da chegada do bebe azul. Eu senti que com muito tato e sensibilidade a história traz tudo que ocorre desde o nascimento ao diagnóstico e ainda mais, com muito carinho o momento pós diagnostico. E em especial que a aceitação é um exercício de empatia, de ser azul,

Sem lógica para o amor (The Girl He Used to Know)



Olá leitores, eu demorei algum tempo para vir falar desse livro, quando foi lançando a minha amiga disse ser um livro que eu poderia gostar. Ela estava mais que certa. Eu sinceramente me encantei com a leitura.

As peças de xadrez na capa, pelo estrondoso sucesso remetem ao Gambito da Rainha, mas o livro não tem outro paralelo além do jogo com a série. Porque somos levados a conhecer uma jovem que não se adapta e desconhece seu diagnóstico. Atualmente quando o autismo ganhou uma nova abordagem tanto médica quanto social, (afinal não é mais comum enviar os autistas para manicômios ou serem deixados para morrer como há pouco mais de 60 anos era usual), que não chega a ser algo tão extraordinário assim, a falta de conhecimento.

Mãe, me ensina a conversar

Hoje quero conversar com vocês sobre uma leitura que me levou para um lugar muito delicado: o da maternidade diante de um filho que percorre um caminho diferente daquele que a sociedade costuma esperar. Em 'Mãe, me ensina a conversar', Dalva Tabachi compartilha sua experiência como mãe de quatro filhos, entre descobertas, dúvidas, renúncias, conquistas e os muitos aprendizados que acompanham cada nova etapa da vida de uma família.

"Cada progresso por menor que seja, leva a outros. Nada se faz num piscar de olhos. Não existem milagres. Ricardo jamais parou de aprender. Continua aprendendo – e toda a nossa família aprende junto com ele."

Resenha :: A diferença invisível (La différence invisible)

A diferença invisível é uma HQ de forma bastante didática e muito correta trata sobre a Síndrome de Asperger, e com um diferencial mesmo entre os livros da temática. É a categoria de livro que TODOS deveriam ter acesso e ler.

Com a escritora sendo portadora da síndrome traz a luz uma zona cinzenta do problema. Porquê? Todo espectro é abordado de maneira até mais ampla hoje em dia em homens, por serem mais comum no sexo masculino.

"Somos todos geniais, mas se você julgar um peixe por sua capacidade de subir em uma árvore, ele passará a vida acreditando que é estúpido"

Resenha :: Fraser e Billy: Como o amor de um gato mudou para sempre a vida do meu filho autista

Autismo e gato, ninguém vai ter dúvidas porque esse livro entrou na minha lista para ler. Mas a mensagem que pareceu ser otimista na sinopse pesou ainda mais. Esse livro me deu a certeza que os animais nos surpreendem porque diferentes dos humanos eles são verdadeiros todo, tempo, o tempo todo.


"Esse foi outro efeito instantâneo que Billy provocou em nossa vida diária. Ele proporcionava a Fraser a companhia simples, descomplicada pela qual eu ansiava."

Resenha :: Passarinha (Mockingbird)

Ao descobrir o diagnóstico do meu filho (Sam, mamãe te ama!) como autista, fiz o que creio que toda leitora faria: fui em busca de livros que me ajudassem a lidar com esse mundo até então desconhecido para mim. E Passarinha foi o primeiro livro que li, após recebê-lo de presente de uma querida amiga. Por isso, ele tem um significado ainda mais especial para mim, mas eu amei a leitura por méritos da própria e quero tentar compartilhar sobre ela com você.

Resenha :: Meu menino vadio



Olá leitores, Quando falamos em autismo, é muito comum que o foco esteja na pessoa autista. Falamos do diagnóstico, dos comportamentos, das necessidades e dos desafios que ela enfrenta, mas muitas vezes esquecemos de olhar para quem está ao lado: a família. E essa família também precisa aprender a lidar com a notícia, com as mudanças, com as novas necessidades e com tudo aquilo que o diagnóstico traz consigo. Ignorar isso pode ser muito prejudicial para todos.

Em Meu menino vadio, Luiz Fernando Vianna vai além de abordar o autismo de seu filho, Henrique. O que encontramos é também um relato muito honesto sobre o que pode acontecer quando alguém tenta lidar sozinho com uma realidade que, muitas vezes, está muito além das capacidades de uma única pessoa.


"Não é uma tragédia, mas não é uma comédia"

Série :: Amor no Espectro (Love on the Spectrum)



Quando estamos em casa, vale a indicação pra não ficar mais tempo procurando que realmente assistindo algo, então essa dica é pra quem quer conhecer uma série com histórias diferentes daquelas que estamos acostumados a encontrar nas telas. E essa produção me chamou a atenção justamente por abordar uma fase da vida que muitas vezes acaba esquecida quando falamos sobre autismo: a vida adulta e os relacionamentos amorosos.

Afinal, pessoas autistas crescem, Graças a Deus e, com o crescimento, chegam novos desafios, novas descobertas e também desejos que fazem parte da vida de qualquer pessoa. Entre eles, está a possibilidade de se apaixonar, namorar e encontrar alguém com quem compartilhar a vida.

Confira a sinopse:
“Encontrar o amor não é fácil. Para jovens com autismo, o mundo das relações amorosas pode ser ainda mais complicado.”

 

Série :: The GoodDoctor


'The Good Doctor' é uma série que me chamou a atenção por apresentar um jovem cirurgião autista, diagnosticado com savantismo, chegando à ala pediátrica de um hospital de prestígio. Shaun Murphy possui um conhecimento extraordinário na medicina, mas encontra dificuldades para se relacionar com as pessoas e com o mundo ao seu redor. 

E é justamente essa combinação que faz a série levantar uma questão interessante: até que ponto as dificuldades de relacionamento podem ser vistas como um obstáculo quando estamos diante de alguém capaz de salvar vidas?

Resenha :: Perfeito para o papel (For the Role)

Eu fui gentilmente coagida a ler essa história pela minha irmã, eu amei por isso vim falar dela aqui. Mas, com certeza, num foco totalmente diferente de muitas resenhas.

Posso dizer, sem spoiler, que a história, quando lida do ponto de vista de quem convive com uma pessoa autista, ganha outros contornos. Vemos um homem que se apaixona tentando inserir sua vida amorosa naquela que já existe com o filho, enquanto precisa lidar com seus próprios medos e com a necessidade de preservar uma rotina construída com muito esforço. Ao mesmo tempo, acompanhamos o quanto as terapias com música podem ser uma porta para uma pessoa com TEA se abrir para um novo universo.


"Somos pessoas, não máquinas. Tudo que fazemos é pessoal para alguém."

 

Resenha :: Flor do Dilúvio


Olá, pessoa! Hoje eu venho falar de um livro que super recomendo para quem quer uma história para deixar o coração quentinho. Eu pessoalmente fui atraída para essa história por já estar curiosa para conhecer a escrita da Dai Galego, autora linda que tive a oportunidade de conhecer na Bienal de São Paulo em 2018. E agora, vamos à história!

"Não é o tempo que passamos acumulando coisas que deveria importar. E sim o que fazemos com o tempo destinado ao que verdadeiramente importa."

Resenha :: Sarah



Olá, pessoa!! No prólogo, a autora nos diz que várias histórias do livro foram baseadas em fatos reais, claro que os nomes e locais foram mudados para preservar essas pessoas, mas acho que isso deixa a leitura ainda mais tocante, porque a trama reúne vários temas sensíveis, mas todos tratados de uma maneira muito delicada, de forma a não ter qualquer gatilho para leitura. 
Outro fator importante para a trama é ser uma história cristã, não digo que seja religiosa, mas sim tem um fator importante na vida dos personagens.

Resenha :: Brilhante (The Spark)

Esse livro me tocou de várias formas, principalmente por concordar com muitos dos pensamentos da mãe de Jacob. Outro ponto que me fez amar e indicar esse livro é o fato dela não ter atenuado os problemas e dificuldades, e sim os colocado como um fato a ser lidado e encarado. E que sim, pode-se ter um momento de fraqueza e até insegurança, tudo bem. Mas que desistir nunca foi ou será uma opção.

Resenha :: O Museu das Coisas Intangíveis (The Museum of Intangible Things)



Olá, leitores! Como a capa do livro mostra, somos apresentados a duas amigas: Zoe e Hannah. Mas também conhecemos o pequeno Noah, de apenas oito anos, que tem a síndrome de Asperger (hoje, ele não seria mais classificado com essa síndrome e sim como portador do Transtorno do Espectro Autista com alto desempenho), o que o torno alguém com incríveis capacidades intelectuais, mas sem a condição de entender sentimentos e sensações intangíveis, porque esses fogem a um contexto lógico.