Conheci esse livro, através da indicação de um neurologista. E assim, sem nem ler a sinopse, entrou na minha lista de quero ler. Encontrei a edição física, e acabei por ganhar de presente. E a leitura não me revelou poucas surpresas.
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É um relato cru e doloroso, sem nenhum filtro, de um pai que não sabe lidar com seu filho pós diagnostico e pouco faz para ajudar a mãe que se propõe a lutar pelo bem-estar do filho. Mas não é apenas isso que faz o livro ser uma leitura difícil, explico: ele é escrito e publicado aqui em português de Portugal, então tempos palavras que são de fácil entendimento como "telemóvel" e outras que requerem uma ida ao dicionário.
"Especial, pensava Rogério, essa malfadada palavra que não quer dizer nada até ser trocada pelos cêntimos de realidade a que corresponde, e Rogério pensava, não sem mágoa, que o seu filho era especial num sentido em que ele gostaria que fosse normal e que era normal num sentido em que ele talvez gostasse que ele fosse especial".



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