Surpreendente! Tipos incomuns são contos, ou pequenas histórias, de pessoas comuns na vida real e não tão comuns em histórias. Tom Hanks surpreende por além de seus personagens não serem comuns também as histórias não são. Porque?
Os contos são diferentes entre si na forma de escrever e também
no tipo do texto, a diagramação diferenciada entre eles pontua bem
essa questão e auxilia na leitura.
Alguns contos, são
como entradas em diários datados por marcações de dias ou períodos
de tempo, outros são contos de algum período de tempo, como o
Natal, temos ainda os textos “jornalísticos” com entradas em
colunas como as de um jornal impresso. E cada uma ocorre em uma
época e cidade diferente dos EUA.
O ponto em comum fica por uma escrita leve, despretensiosa e
informativa. Com entradas inteligentes e divertidas para a máquina
de escrever “aparecer” na história. Também é divertido procurar por
ela, gera uma ansiedade que não estressa mas deixa a leitura
curiosa. Queria poder contar mais sobre as “descobertas” sobre a
máquina, mas seria spoiler.
“Tentei me entreter com o celular, um jogo chamado 101, respondendo perguntas de verdadeiro ou falso e de múltipla escolha. Verdadeiro ou Falso: o presidente Woodrow Wilson usou uma máquina de escrever na Casa Branca. Verdadeiro! Ele escreveu um discurso cantado milho numa Hammond Type-o-Matic na esperança de ganhar apoio para a Primeira guerra Mundial.”
Como você não precisa necessariamente ler um conto para entender
o próximo, esse é um livro maravilhoso para ser lido entre a uma
leitura e outra de outro livro ou mesmo entre os textos
acadêmicos/escolares. As mudanças entre os textos te deixam a
vontade para fazer isso, mas também aguçam a curiosidade sobre o
que virá a seguir.
Mas prefiro avisar, que alguns personagens se repetem em
diferentes contos. Durante a leitura você começa a encontrar
alguns padrões e perceber que mesmo sem serem ligados um conto te
prepara para o próximo, de certo modo.
Meu conto favorito é o conto Véspera de Natal de 1953, O uso das
festas de fim de ano para trás uma quebra no drama da história que
narra um ex-soldado
nos dias atuais,
celebrando em família o natal e isso o levar a refletir sobre as
suas cicatrizes e traumas físicos e emocionais, por ser um
veterano da Segunda Guerra Mundial. Sendo hoje um marido amoroso e
pai de três filhos, vivendo o momento em que o filho mais velho de
quase 11 anos, faz de tudo para que a magia do Natal não seja
estragada para a mais nova de 6 anos, enquanto já pensa em como
fará com a bebe Connie. Isso sem esquecer o amigo irmão que ganhou
na guerra, e que se mantém afastado por causa dessa mesma guerra
que os uniu.
A maneira como tudo é abordado me fez amar o texto e de certo modo
admirar aquele soldado e tudo que ele conseguiu conquistar, mesmo
sem conseguir esquecer os horrores pelo qual passou. O conto Um Elefante na sala da redação, me fez rir e pensar no
bullyng que a gente sofre pelo corretor ortográfico do celular. E
posso declarar que eu amei, um do jornalista e os outros dos contos
dos 04 amigos que abriram o livro.
Então, sim eu amei esse livro. Estou muito grata pela oportunidade
de ter o lido e espero que você se presenteie com ele também. Dá
para ler durante o ano, sem pressa, sem urgência. Mas eu duvido que
alguém consiga levar tanto tempo.
Leia e divirta-se,
Leia e divirta-se,
Ficha Técnica do Livro
- Título original: Uncommon type: some stories
- Autor: Tom Hanks
- Tradução: Rachel Agavino
- Editora: Arqueiro
- Páginas: 352 fls.
+ Ler Sinopse
Um affaire agitado e divertido entre dois grandes amigos. Um ator medíocre
que se torna uma estrela e se vê em meio à frenética viagem de divulgação de
um filme. O colunista de uma cidadezinha com um ponto de vista antiquado
sobre o mundo. Uma mulher se adaptando à vida na nova vizinhança após o
divórcio. Quatro amigos e sua viagem de ida e volta à Lua num foguete
construído num fundo de quintal.
Essas são apenas algumas das pessoas e situações que Tom Hanks explora em
sua primeira obra de ficção. Os contos têm algo em comum: em todos, uma
máquina de escrever desempenha um papel — às vezes menor, às vezes central.
Conhecido por sua sensibilidade como ator, Hanks traz essa característica
para sua escrita. Ora extravagante, ora comovente, ocasionalmente
melancólico, Tipos incomuns deleitará e surpreenderá seus milhões de fãs.



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