Olá, leitores, tudo bem? Por pura influência das resenhas do Clube do Farol mesmo (né, Danii?!), eu comprei os livros da série Corte de Espinhos e Rosas. Bom, vou só dizer que meu carnaval foi passado com a Freyre e o Rhys. Então, nada mais natural que eu já quisesse ler essa nova série e começo a contar sobre ela agora!
Uma das coisas mais impressionantes na escrita da J. Maas é que ela sabe construir o tempo de suas histórias. Então mesmo uma morte esperada, como a da sinopse, se torna algo capaz de partir seu coração e te fazer prisioneira da história. Afinal, quem lê passa a querer: vingança, justiça e respostas. E com 10% da história, você já sabe que não será o bastante e que ao final você ainda irá querer mais e agradecer muito caso já tenha em mãos a continuação.
É impossível não observar os elementos em Hunt que deram a outro personagem de Sarah seu próprio séquito de fãs, nem a sua personagem em Corte toda sua glória. Porém, em Cidade da Lua Crescente temos uma diversidade não apenas maior em personagem, mas também em suas raças, orientações e também em origens no mundo da fantasia.
Outra coisa que distingue bastante é Bryce, que assume um nome sem gênero e vem despida de inocência, e já deixando claro que o aviso de 18+ na capa não foi desnecessário. A linguagem dos personagens e também as cenas envolvem mais do que palavreado cotidiano ou conteúdo sexual. Abuso de drogas e álcool fazem parte do universo de Casa de Terra e Sangue.
Sim, Quilan é a famosa gata doméstica que aprende a lutar e já se acha a própria leoa. Mas a história vai te convencendo que você pode dar a ela o benefício da dúvida, por ela ser uma sobrevivente que soube afiar suas garras e vai contar com um belo par de asas extras.
O Luto, o mistério e, claro, o desenho das várias e entrelaçadas alianças e acordos que mantém a sociedade são apresentados de maneira intrincada e na medida para te deixar cada vez mais curiosa e, claro, sentindo-se mais e mais no universo. A tensão entre os diversos poderes e seres que os detêm mantém o clima tenso o bastante para que a trama te envolva durante a leitura, te fazendo ir do choro ao riso na mesma página.
A mitologia e a fauna são bem trabalhadas e alguns seres deixam a sensação de reconhecimento e um novo olhar. Fazendo com que seja ainda mais interessante a cena e a presença desses seres na história. E trabalha muito bem que amor, amizade e lealdade não têm a ver com nenhuma semelhança e sim com as diferenças. Danika, você é uma homenagem as melhores amigas.
Sei que ao ler essa resenha a pergunta que não queira calar é: “Ok! Mas e o romance?”. O casal tem muita química, porém todos avisam que não devem ficar juntos e por muitos motivos e várias razões. No entanto, a pergunta de o que vai acontecer quando eles ignorarem todos os avisos é ainda mais forte do que todas as outras perguntas não respondidas.
A essa altura eu já espero da trama que seja apenas uma ponta de todo um problema maior, muito maior, afinal temos ainda 3 livros a frente e, convenhamos, pelo número de páginas do próximo, não podemos imaginar que estamos sequer perto de saber o que realmente nos aguarda.
A leitura para quem gostou de Corte de Espinhos e Rosas segue o mesmo ritmo frenético de não quero parar até terminar, porém, o amadurecimento da autora enquanto escrita fica muito nítido nas cenas e nos diálogos.
Sobre Bryce eu diria que me remete muito a uma junção das personagens de Trono de Vidro e Acotar, mas ainda é muito cedo para se ter certeza, porém definitivamente ela é uma grata surpresa. Hunt definitivamente não é Rhys, mas ambos são personagens que arrancam sua cota de suspiros e a torcida para serem enfim felizes ou menos tristes. O que vier primeiro. Infelizmente não é um lugar onde se possa confiar, seja em amigos ou aliados. E a própria sombra pode esconder um perigo ainda não revelado.
Então, comece essa história sabendo que nada é garantido, que tudo pode ser e que ao final você pode ter tudo o que esperava e ainda mais, muito mais, afinal esse é apenas o começo dessa história. Enquanto uma estrela brilhar, a esperança estará viva e nenhuma escuridão, teias de mentiras e subterfúgios podem resistir quando a luz da justiça se impõe sobre elas.
Sobre a edição: vamos começar pela polêmica, sei que a tradução da primeira edição deu muito assunto, mas a editora foi lá, “colocou um cropped e reagiu”, ouviu seus leitores e trouxe uma edição revista. Amores, que “show” ficou!!! Ah! Diagramação linda, fonte ideal para leitura no papel amarelinho que amamos. Mesmo sendo um calhamaço, não fez feio durante a leitura e não quebrou lombada ou a capa. Parabéns, Galera Record!
Tudo nessa edição é MUITO — sim, em caixa alta para destaque — significativo e não se preocupe em serem coisas demais, garanto que assim que terminar a primeira parte você já está intima da cidade e dos personagens. Sério. E garanto que não vai se perder, porque estamos de posse de um mapa! A história se divide em 4 partes e a diagramação só ajuda, porque cada página destacando o começo de uma nova parte só faz aumentar a adrenalina para o que nos aguarda. Então, vamos ao próximo livro, porque a promessa é de ser ainda melhor!
Ficha Técnica do Livro
- Título original: House of Earth and Blood.
- Autora: Sarah J. Maas
- Série: Cidade da Lua Crescente #1
- Tradução: Adriana Fidalgo
- Editora: Galera Record
- Páginas: 896 fls.
- Ano: 2021









.png)
.png)


Nenhum comentário:
Postar um comentário