Resenha :: O Impulso (The Push)



Olá leitores, esse livro não é de um personagem principal e sim de uma cadeia quebrável, mas indestrutível pela hereditariedade. Os laços passados de mãe para filha. Então temos aqui a história de Etta, Cecilia, Blyte e Violet  em paralelo e entrelaçadas durante toda a trama.


"O coração de uma mãe se parte de um milhão de maneiras em sua vida."


Vamos ter uma narrativa dos fatos não muito confiável por Blyte e sua vida como mãe de Violet, temos também os fragmentos da vida de Etta como mãe de Cecília, Cecília como mãe de Blyte e como cada uma enquanto mãe influenciou direta ou indiretamente a outra enquanto vivia sua vez na maternidade.

Não se trata apenas de maternidade, também de abandono emocional, abandono presencial, depressão pós parto e um egoísmo que torna a pessoa quase incapaz de cuidar de outra pessoa, mesmo que a tenha gerado dentro de si. E o terrível vazio que a falta de diálogo cria independentemente da relação, abrindo espaço para mentiras, enganos, traições e talvez algo ainda pior como entendimento de como reconhecer pequenos psicopatas mesmo que você tenha gerado um deles.


“Não quero que aprenda a ser como eu. Mas não sei como ensinar você a ser uma pessoa diferente.”


O papel fundamental do companheiro em todo o processo, enquanto marido e pai e quanto as atitudes e ações afetam diretamente a esposa, mãe e também a filha (Violet) a necessidade da rede de apoio e sobre a ausência dela. O que claramente Fox deixou a desejar em ambos os casos.

Houve um tempo em que toda a maternidade era idealizada e vendida como uma experiência quase celestial. Que tudo de maravilhoso acontecia quando uma mulher se tornava mãe! Depois de algum tempo houve quem levantasse a você para dizer os "porém". É maravilhoso, porém... aconteceu o movimento de desconstrução da maternidade idealizada.


"Mães não deveriam ter filhos que sofrem. Não deveríamos ter filhos que morrem. E não deveríamos gerar pessoas ruins."


Pra mim o ideal é sempre o meio-termo, ou como minha mãe dizia "Agora você entende a frase: padecer no paraíso", não acredito que alguém que não padeceu no paraíso, da maternidade tenha total empatia pra entender as emoções nesse livro. Mas, pode sim, haver.

Esse é um ótimo livro para os amantes de thriller. Boa leitura e divirta-se


Capa do Livro

Ficha Técnica do Livro

  • Título original: The Push
  • Autora: Ashley Audrain
  • Série: NOME
  • Tradução: Lígia Azevedo
  • Editora: Paralela
  • Páginas: 328 fls.
  • Ano: 2021
+ Ler Sinopse
O que você faria se seus filhos não fossem quem você esperava? O impulso é o romance mais viciante do ano, uma leitura que irá questionar tudo o que assumimos sobre maternidade, sobre aquilo que devemos aos nossos filhos e sobre o que acontece quando deixamos de acreditar em mulheres cujas histórias são incômodas.

Blythe Connor está decidida a ser a mãe perfeita, calorosa e acolhedora que nunca teve. Porém, no começo exaustivo da maternidade, ela descobre que sua filha Violet não se comporta como a maioria das crianças. Ou ela estaria imaginando? Seu marido Fox está certo de que é tudo fruto do cansaço e que essa é apenas uma fase difícil.

Conforme seus medos são ignorados, Blythe começa a duvidar da própria sanidade. Mas quando nasce Sam, o segundo filho do casal, a experiência de Blythe é completamente diferente, e até Violet parece se dar bem com o irmãozinho. Bem no momento em que a vida parecia estar finalmente se ajustando, um grave acidente faz tudo sair dos trilhos, e Blythe é obrigada a confrontar a verdade.

Neste eletrizante romance de estreia, Ashley Audrain escreve com maestria sobre o que os laços de família escondem e os dilemas invisíveis da maternidade, nos convidando a refletir: até onde precisamos ir para questionar aquilo em que acreditamos?

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