Resenha :: Encontro de Natal: Um conto

 Esse conto faz o convite para responder uma pergunta que angustia a tantas pessoas, que é impossível mensurar quantas. Mesmo que você não seja uma delas é impossível a medida que vai lendo não se ver imersa nas dores e questionamentos da personagem. Não ter em algum momento se sentindo ou visto alguém viver exatamente esse momento.


“Aconteceu, oras! É preciso um único instante para que um mundo de pensamentos consiga nitidez o bastante para se tornar óbvio."


A sensação de ser um pássaro que tem medo da gaiola aberta, que não se lembra pra que serve ou como usar as próprias asas, que se acostumou com as promessas de segurança mesmo sendo uma prisão. Que parou de cantar, porque se esqueceu que era a maneira de aliviar a dor que agora serve como um cobertor que sufoca ao mesmo tempo que promete proteção.


Mas é natal, tempo onde as pessoas costumam mesmo na rotina do dia-a-dia a sorrir mais, recuperam alguma civilidade esquecida ao longo dos meses do ano, e essa pequena abertura pode ser o suficiente para os raios da esperança alcancem o cárcere emocional, e a autora vai nos conduzindo nesse momento com uma delicadeza que só tem que já segurou um passarinho ferido nas mãos.



Impossível não se emocionar com a abertura das asas, o frescor do vento e a tamanha transformação que um pequeno grande passo trás a quem se esqueceu de viver porque acreditou que era apenas metade quando sempre foi inteira. Que se bastava, que tal qual os companheiros de Dorothy buscavam em Oz o que sempre lhes pertenceu. Leia esse conto e abra seu presente, descubra a alegria que esse encontro revela.


Sobre a edição: Li em formato digital com uma diagramação excelente, capa maravilhosa que fica ainda mais bela após a leitura (vale muito um segundo olhar). Sem erros de digitação ou ortografia.


Capa do Livro

Ficha Técnica do Livro

  • Autora: Dani Mart
  • Editora: Publicação Independente
  • Páginas: 21 fls.
  • Ano: 2020
+ Ler Sinopse
O que fazer quando não se sabe viver feliz sozinha? Ela se sente perseguida por ele. Ele a fez se sentir tão mal que se tornou impossível ver beleza em si, mesmo com todos à volta dizendo o contrário. Talvez o natal reserve um presente diferente, um verdadeiro encontro.

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