Resenha :: A última taça (The Parting Glass)

O livro não traz uma história linear e fácil, embora seja bem interessante e fácil de ler. Alterna entre presente e passado, o que pode dificultar a leitura para algumas pessoas. Dizer que depois da página 60 não se sabe qual é o tempo da leitura me diz que a pessoa não é um bom leitor. Sim, isso mesmo, saber ler não é sinal de ser bom leitor. Entender o que se lê é fundamental para isso. Não gostar da história é uma outra coisa.

Gostei demais da história e acredito que facilmente poderia ser dividida em dois ou três livros em uma história linear. A história principal, por si só, é simples e até bastante previsível, uma coisa bem novelinha. Já os flashbacks são bem mais elaborados e acabam trazendo uma outra camada para a leitura.

Os personagens são incríveis e me peguei mais interessado no desenvolvimento deles do que na história das protagonistas. Fiquei um pouco decepcionada em relação a uma das irmãs Donaghue, porque ela é esquecida durante o livro todo, quase não tendo participação alguma na história. Porém, gostei bastante da trajetória de Megan, que se tornou minha personagem favorita do livro por conta de seu sarcasmo.

A forma como a história é escrita, sendo concisa e alternando entre passado e presente, pode dificultar um pouco a leitura, mas também deixa margem para o leitor preencher as entrelinhas. E foi justamente isso que me fez gostar tanto da história. Mesmo quando a trama principal parece mais previsível, há outras coisas acontecendo nas histórias dos personagens e nos flashbacks que despertam nossa curiosidade.

A história também traz algumas reflexões e ponderações que até hoje são discutidas sobre o autismo, como a influência de elementos da alimentação e do ambiente no contexto das crises. Claro que não vou me aprofundar para não entregar a história, mas é algo que fica marcante após a leitura.

Não é uma leitura esplêndida, mas também não chega a ser monótona. É um livro perfeito para passar um tempo ou para sair de uma ressaca literária. Tem uma história que prende, personagens interessantes e algumas questões que continuam reverberando depois que terminamos.

Vou reler com mais tempo e degustar a história. Acho que uma segunda leitura pode ser ainda mais interessante, justamente porque, conhecendo o caminho, poderei prestar mais atenção às entrelinhas e a tudo aquilo que a narrativa deixa para o leitor completar.

Boa leitura e divirta-se!


Capa do Livro

Ficha Técnica do Livro

  • Título original: The Parting Glass
  • Autora: Emilie Richards
  • Série: Whiskey Island #2
  • Tradução: Alice Klesck
  • Editora: Harlequin
  • Páginas: 576 fls.
  • Ano: 2005
+ Ler Sinopse
A última taça conclui os arcos dramáticos e mistérios iniciados no primeiro volume (Whiskey Island), focando no destino da família Donaghue e no bar histórico da família em Cleveland, Ohio.
Enquanto o primeiro livro estabelece a dinâmica das irmãs Donaghue (Megan, Casey e Peggy) e a herança familiar, A Última Taça expande o mistério para as origens da família na Irlanda (na vila fictícia de Shanmullin).

A Última Taça acompanha as irmãs Donaghue (Megan, Casey e Peggy), donas do histórico bar Whiskey Island Saloon. Em momentos decisivos de suas vidas — enfrentando desafios no casamento, na maternidade e nos projetos pessoais —, elas recebem uma carta de Irene Tierney, uma parente distante da Irlanda.

Irene as convida para a remota vila irlandesa de Shanmullin em busca de ajuda para desvendar a verdade por trás da morte de seu pai, ocorrida há mais de 75 anos em Cleveland. Essa jornada em direção às suas raízes desencadeia uma série de descobertas e revela antigos segredos de família, ambição e sacrifícios do passado.

Pós-leitura 

A última taça conclui os arcos dramáticos e os mistérios iniciados no primeiro volume da série Whiskey Island, focando no destino da família Donaghue e no bar histórico da família, em Cleveland, Ohio. Enquanto o primeiro livro estabelece a dinâmica das irmãs Donaghue, Megan, Casey e Peggy, e a herança familiar, A última taça expande o mistério para as origens da família na Irlanda, na vila fictícia de Shanmullin.

Essa explicação, adicionada ao fato de que a editora não menciona que esta é a segunda história da série, pode explicar algumas questões notadas na trama, especialmente se observarmos em quem está focado o primeiro livro e qual arco está sendo trabalhado neste.

Mas, mesmo com esses poréns, vale a leitura e vale conhecer essa obra.

Nenhum comentário:

Postar um comentário