Olá leitores! Um dos motivos que me levaram a escolher essa leitura, além de preencher o requisito de ser uma autora do Espírito Santo ( e fevereiro é tradição ler autores capixabas), é que, ando com uma vontade de viajar estava quase enlouquecedora. E, enquanto o bolso não favorece o turismo, busquei no livro as viagens, outros lugares e um pouco dessa sensação de poder conhecer o mundo através das histórias.
Em uma narrativa em primeira pessoa, Rita Uliana conta, além de suas viagens, traços divertidos de sua própria personalidade. Como, simplesmente, conseguir esquecer a própria mala no aeroporto. 😂
"Amo viajar, mas nem tanto pagar hospedagem! Tirando as viagens patrocinadas, raras foram as em que fiquei em hotel."
Talvez seja justamente essa proximidade que torne a leitura tão gostosa. Não estamos apenas acompanhando destinos e lugares visitados, mas também conhecendo a viajante por trás dessas experiências, suas relações, suas lembranças e as situações inusitadas que fazem parte do caminho.
Vale destacar que Rita valoriza tanto as viagens internacionais quanto aquelas feitas dentro do próprio Estado ou do país, com ou sem algum motivo de força maior além do turismo. E isso torna a leitura ainda mais prazerosa, porque viajar aqui não aparece apenas como sinônimo de conhecer lugares distantes.
Adorei “conhecer” o pai da autora em sua primeira viagem. As tiradas dele são ótimas e muito precisas. Também gostei muito de ler sobre o primeiro voo da avó, que “caminhou nas nuvens”. São momentos assim que aproximam quem lê da experiência vivida e fazem com que uma lembrança que pertence à autora também encontre espaço na memória do leitor.
Entre encontros com amigos fora do Brasil e encontros com famosos que aconteceram de formas inusitadas, vamos acompanhando as aventuras e desventuras da autora em suas viagens.
E é uma leitura que também merece destaque pela edição. É um livro pequeno, com uma diagramação maravilhosa: fonte e papel que favorecem a leitura, fotografias em destaque nos capítulos e pausas que intercalam uma história e a próxima. Tudo isso funciona muito bem para a estrutura de um diário de viagem e deixa a leitura ainda mais agradável.
São treze crônicas que passeiam por diferentes experiências, lugares e pessoas, mas que acabam formando algo maior do que um simples registro de viagens. Porque, no fim, talvez viajar também seja uma maneira de entender melhor aquilo que chamamos de casa.
E assim termina como começou: com música, com lugar, mas, ao invés de viagem, pertencimento. Porque todo viajante sabe que partir é sempre bom quando se tem para onde voltar.
Boa leitura e boas viagens!
Detalhes da Obra
- Autora: Rita Uliana
- Editora: Cousa
- Páginas: 118 fls.
- Ano: 2019
+ Ler Sinopse
"Uma leitura leve e afetiva para quem gosta de viagens, memórias e histórias reais que transformam lugares em experiências."



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