Terminei de ler A Senhorita Aurora, da Babi A. Sette, indicação da minha amiga Adriana. Minha gente, parem o mundo que eu vou descer aqui. (Risos)

Quando uma tempestade de neve os deixa isolados em uma mansão centenária, a distância entre eles diminui — e, junto com ela, começam a cair algumas das barreiras que Daniel construiu ao redor de si. Segredos, dores, medos e uma paixão que nenhum dos dois parecia preparado para enfrentar fazem da história muito mais do que um romance.
Leitura é algo totalmente individual, embora seja feita no coletivo. Várias pessoas podem ler exatamente a mesma história, mas cada uma chega até ela carregando a própria vida. E cada história toca cada pessoa de uma maneira diferente.No meu caso, A Senhorita Aurora chegou acompanhada de música. Cada capítulo começa com uma indicação musical. Algumas dessas músicas tocaram a trilha sonora da minha própria vida. E foi impossível não ouvi-las na cabeça enquanto lia. Em alguns momentos, elas tornaram a leitura ainda mais intensa. Mais próxima. Mais real.
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Aquela música que sempre tocou a sua alma e nessa quebra seu coração pela personagem. |
Meu Deus, eu sou muito incompetente com as palavras para conseguir explicar o quanto amei este livro. Talvez porque algumas histórias não cabem direito em uma resenha. A gente consegue contar o que acontece, mas não consegue explicar exatamente o que aconteceu dentro da gente enquanto lia.
Eu não parei de ler até terminar — e, bem, minha fama de ler rápido me precede. Mas não foi apenas pela curiosidade de saber o que aconteceria. Foi porque, em todos os sentidos, essa história vale a pena.
Ela toca a alma, o corpo e os sentidos. E, acima de tudo, fala sobre
esperança. Sobre acreditar. Sobre lutar. Sobre entender que ter coragem
não significa ausência de medo. Coragem é fazer, apesar do medo que se está
sentindo.
Também me fez pensar sobre recomeços. Recomeçar não é simplesmente voltar ao ponto anterior. Quem volta já não é exatamente a mesma pessoa que partiu. Algumas coisas foram perdidas, outras foram aprendidas, algumas feridas permaneceram. E talvez recomeçar seja justamente aceitar que não é possível retornar ao lugar onde se estava e, ainda assim, encontrar coragem para procurar um novo lugar para onde ir. E existe, claro, o amor.
Mas não apenas o amor romântico. Existe o amor como força, como escolha, como possibilidade de transformação. Um amor forte o suficiente para atravessar aquilo que parecia impossível e lembrar que até quem carrega uma história difícil merece uma segunda chance.
Adriana, obrigada por ser um anjo com biblioteca, todo obrigada é pouco. Você sabe que existem livros que você me deu ou me indicou para ler que, mesmo depois de terminar, ainda parecem bons demais para ser verdade. E, todos os dias, sou grata por ter você na minha vida.
Obrigada, Danilo, por descobrir o que toca meu coração.
E obrigada, Babi A. Sette, por escrever uma história que, muito além de me fazer virar páginas, conseguiu encontrar um lugar dentro de mim. Talvez essa seja a melhor definição para uma leitura inesquecível: aquela que termina no papel, mas continua vivendo na gente.
Ficha Técnica do Livro
- Autora: Babi A. Sette
- Editora: Publicação Independente
- Páginas: 454 fls.
- Ano: 2016




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