Eu comecei a leitura a beira-mar, e com a brisa que soprava senti a mudança
dos ventos vinda de Maretenebrae. Com uma narrativa cinematográfica, em um
cenário em um único plano eu me senti lendo uma história em realidade
virtual, quase dava pra sentir o sol em Sieghard e contar as auroras com os
07 bravos.
E de certo modo o que dificulta a leitura é o realismo do livro, a esperança
e o pesar te pesam de igual modo na leitura, se a caminhada está indo bem,
assim também a leitura avança fácil, porém se ela não é feliz aos
aventureiros, assim tão pouco ao leitor. Mas anime-se eles caminham em busca
seja do rei, seja de repostas e nos leitores também prosseguem a busca.
Todo livro começa em um marco, a história nesse começa com o início do
fim. Além das falas, medidas de unidade e mitologia serem perfeitas ao
gênero literário, a resenha da Milly no clube do farol foi fundamental pra
primeira vez nesse universo de fantasia medieval. Sugiro muito como texto
de apoio.
O ritmo de leitura cresce com a história e quando chegamos na taberna da
família do formiga, já é impossível largar o livro, mesmo sabendo que o
fim da história está a alguns livros de distância. (graças a Destino, já
tenho o segundo volume em mãos)
Mas a grande surpresa fica por conta, dos questionamentos tanto
religiosos quanto políticos que numa leitura menos acurada, poderia
passar desapercebido, numa leitura menos atenta. A genialidade, contudo,
fica por conta de onde os diálogos se passam, pois qual melhor local
para se falar em política que em uma taberna? Ou sobre as divindades que
em meio a natureza.
O nobre, o agiota e o clérigo foram para mim um ponto marcante nessa
leitura. E comecei a me perguntar sobre os personagens do início, de tão
envolvida quase me esqueci deles, enfim surpresas estão a minha espera e
existe muito por acontecer.
Meu livro está cheio de marcações, e um sentimento de orgulho de
pessoalmente conhecer o autor dessas palavras.
Ficha Técnica do Livro
- Autores: L. P. Faustini e R. M. Pavani
- Série: Maretenebrae #1
- Editora: Estronho
- Páginas: 239 fls.
- Ano: 2014
+ Ler Sinopse
Província de Bogdana, Sieghard, ano 476 após unificação: Uma desconhecida
força invasora irrompe pelo Grande Mar e ataca a costa protegida pelos
soldados da Ordem utilizando-se de navios nunca antes vistos. Imensos.
Terríveis. Destruidores. Ao mesmo tempo, uma estranha peste se espalha pelas
comarcas do reino, cegando e invalidando sua população. Nobres e plebeus se
nivelam padecendo do mesmo e misterioso mal. Em uma iniciativa desesperada,
Sir Nikoláos de Askalor, o oficial responsável por defender a Ordem, abdica
de todos os planos e estratagemas para investir de uma só vez contra os
inimigos, sem saber que assim cairia na armadilha preparada por eles. Com
suas fileiras dizimadas, o exército da Ordem recua e toma a direção do Domo
do Rei para defender seu soberano, Marcus II, O Ousado, cuja vida representa
a perpetuação dos valores ordeiros.
Para um pequeno grupo, porém, composto por Roderick, Petrus, Chikara,
Heimerich, Braun, Formiga e Victor Didacus - cada qual personificando um dos
sete pecados capitais -, as sucessivas derrotas do reino são apenas o início
da maior de todas as suas aventuras e desventuras. Diante deles, e de suas
incontáveis diferenças, assombra-se um grande plano arquitetado por Destino.
Serão eles capazes de enfrentá-Lo?




.png)
.png)


Nenhum comentário:
Postar um comentário