Hoje vou escrever sobre minha leitura do livro
Entre 4 Paredes, a história é original e bem criativa, tudo acontece enquanto uma
partida de futebol ocorre, mas não é qualquer partida de futebol. É uma
quarta-feira dia da final da Copa do Brasil, onde o rubro negro irá
enfrentar o alvinegro - time do interior que surpreendeu ao chegar na
disputa pela taça.
"As quartas-feiras, criava-se uma interessante harmonia entre os ruídos do prédio de número 931. Uma sequência mágica que se repetia sem esforço."
O local da trama é um prédio de um bloco de apartamentos, onde todos os
vizinhos seguem a vida tendo que se adequar a rotina que a vida em um
prédio estabelece. Latidos de cachorro, pratos quebrados, comemorações de
gol, choros de bebês e até gemidos de sexo. Quem nunca se incomodou com os
barulhos dos vizinhos? No edifício 931 não é diferente.
A história é narrada em terceira pessoa, e algumas vezes pelo personagem
do próprio investigador Renan. Eu li o mesmo texto de dois modos e ambos
funcionam, você pode pular as partes da narrativa do jogo, mas vai
precisar de um pouco mais de atenção para entender os diálogos e atitudes
relacionados ao que acontece durante a partida. Ou ler a história com o
jogo, se sentir fazendo parte de uma "citcom", do estilo
"Sai de Baixo".
A leitura é muito rápida porque além da boa narrativa a diagramação do
texto facilita demais, além dos capítulos o livro é dividido em partes, te
preparando para mudanças de narrativa e de personagens, com o passar do
tempo o livro fica com um mistério a desvendar e você acaba sendo cativo
pelos personagens Renan e Zeca.
Outra coisa que adorei foi que a autora não fez o uso excessivo de
jargões policiais ou situações forçadas. E deu a cada morador uma
personalidade super reconhecível a quem tem vizinhos, sem a estereotipação
de nenhum deles. Mas no fim os principais acabam sendo a dupla de
investigadores que vão ao prédio investigar o que aparentemente se trata
de uma briga de casal.
"Renan estava eufórico. Ele sabia, no fundo ele sempre soube. Ambos riam. Eles tinham conseguido. Juntos eles foram capazes de desvendar o segredo de Lorena. Agora era tudo uma questão de formalidade."
Renan, apesar de suas esquisitices, tinha um tino investigativo bastante
afiado, gostava de trabalhar e tudo era melhor do que ficar em casa na
mais completa solidão. Quando criança apanhava do pai por ter apanhado ou
sofrido abuso por parte de seus colegas de escola, tinha uma mente
brilhante e se mantinha ocupado nas aulas com alguma coisa que despertasse
sua mente. Porém tinha em seu parceiro o exato contra ponto a si mesmo.
José Carlos vivia cada dia ao seu tempo, sofrendo para cumprir o mínimo
que se espera de um policial, que depois de alegar dependência química e
ter provado ter ficado em tratamento, voltará ao serviço na corporação em
um período probatório de reciclagem em sua antiga função.
"Era isso que o certinho do Renan nunca entenderia. O transtorno que se causa quando se trabalha direito. Principalmente com descobertas formidáveis."
E a somatória de tudo que eu falei acima resulta numa leitura, leve,
divertida que te deixa curioso para entender o que realmente aconteceu,
porque nada pode ser tão simples quanto parece e até mesmo quem ganha o
bendito jogo no final das contas, afinal o jogo só está ganho depois que o
juiz apita o final do jogo. Confesso que a última parte do livro eu li aos
risos, quase sem conseguir me controlar, o jeito que a autora levou tudo
para o desfecho foi tão simples e tão brilhante que me conquistou.
Sobre a edição, caramba, a Selo Jovem não me decepcionou
mais uma vez. Diagramação, fonte, letras e páginas amarelas, folhas
divisórias entre as partes do livro, capa e sinopse impecáveis.
Ficha Técnica do Livro
- Autora: Marta Arêas Campos
- Editora: Selo Jovem
- Páginas: 128 fls.
- Ano: 2017
+ Ler Sinopse
Latidos de cachorro, pratos quebrados, comemorações de gol, choros de bebês
e até gemidos de sexo. Quem nunca se incomodou com os barulhos dos vizinhos?
No edifício 931 não é diferente. Até que, no dia da final da Copa do Brasil,
uma investigação policial terá que desvendar um possível crime por meio dos
ruídos corriqueiros ouvidos pelos residentes.
As obsessões do esquisito investigador Renan e os fetiches de seu depravado
parceiro, José Carlos, conduzirão uma das investigações mais bizarras e
inusitadas do décimo sétimo batalhão.



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Obrigada pela resenha Elisabete. Fico show, adorei!!! Confesso que eu escrevi a última parte aos risos também. Um grande abraço.
ResponderExcluirMarta
Hahaha, então a última parte também foi divertida para você escrever! 😂 Fico muito feliz que tenha gostado da resenha, Marta. Um grande abraço!
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