Resenha :: A caminho de Anchieta



Leitura realizada durante a Maratona Literária CapixabaTalvez, a autora lendo esse texto concorde comigo ou não, mas eu não escolhi o livro dela, para começar, tinha que ser ele. Um livro com um texto leve, bonito e sem maiores pretensões que ser o que é. Reflexões e momentos de uma caminhada que tanto bem fez a ela e agora a quem lê, assim como eu.

Assim como sair em uma caminhada, começar essa maratona literária foi me bem parecido. Durante a leitura refleti, fiz marcações, anotações. Lembrei de comentários e versículos que condiziam com o texto, com o momento e comigo.


As imagens mesmo em preto e branco me encheram de alegria, saudade e emoções variadas. Toda diagramação do livro é linda, bem-feita e com um capricho que parecem refletir a própria autora. Também linda e elegante aos meus olhos todas as vezes que a vi no Amigo Livro ES.

Apesar da caminhada remeter ao Padre Jesuíta, o livro não é religioso e as reflexões não tendem a um tom exotérico. Longe disso, são lições que ora já foram aprendidas porque ler ou se o leitor tiver sorte a aprenderá agora e ganhará em muito para sua própria vida.

Não creio que a Alice Dellabianca, tenha percebido ou se tenha não li no texto do livro. Mas os dias, as experiências, e tudo seguiram o mesmo aprendizado do Pai Nosso. E mesmo durante a escrita o comedimento de saber quando escrever e quando se abster. Alguns aprendizados não podem ser partilhados porque não se aplica a outro da mesma maneira. Em outros o exercício de partilhar torna o que foi aprendido duplamente gratificante.

Fiquei me perguntando, se ao final do livro, a timidez deu lugar ao prazer da escrita. Não posso dizer-me intima da Alice, pessoa. Mas me sinto muito feliz por me aproximar da autora. Obrigada por cada palavra, ensinamento compartilhado. Foi uma imensa alegria começar a maratona por aqui.

Capa do Livro

Ficha Técnica do Livro

  • Autora: Alice Dellabianca Brambati
  • Editora: Asè Editorial
  • Páginas: 60 fls.
  • Ano: 2016
+ Ler Sinopse
Os primeiros momentos daquele feriado de Corpus Christi, antes mesmo de sair do prédio onde moro, já me surpreendiam. “Surpresas” pode ser, por sua vez, a palavra que resume todo o feriado depois disso.

s acontecimentos externos não saíram tanto do esperado, deu tudo certo graças a Deus, mas os fatos inesperados e estranhamentos maiores advieram do meu olhar para dentro de mim. Entender um pouco mais de mim mesma, dos meus limites, defeitos e qualidades, perceber como isso afeta minha relação com o outro e ver, de uma maneira bem peculiar, o agir de Deus quando já não me garantia com minhas próprias forças fizeram de “Os Passos de Anchieta 2016” um marco histórico em minha vida, ao passo que o meu objetivo inicial ampliou-se e transcendeu para além do município de Anchieta.

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