Oi, leitores! Hoje trago para vocês a resenha do primeiro livro da duologia da linda
autora Daya Alves, a qual tive a alegria de conhecer na Bienal do RJ,
no ano passado. Daí veio a vontade de conhecer os livros dela e já
esperava que fossem assim como ela, uma linda história.
Por ser o primeiro livro, não precisei me preocupar e cai de cabeça na
história de Paloma, uma moça que, apesar da idade, ainda era muito ingênua
sobre o amor e já calejada pela vida com perdas. Afinal, ela já havia
perdido a mãe para a doença e o pai para a dor e o segundo casamento. Com
esse abandono emocional, ela viu no seu relacionamento com Cadu uma chance
de construir a família que sempre sonhou fazer parte. E, enquanto ela não
realizava seu sonho, ajudava outras mulheres a terem os seus dias
perfeitos.
"Gente, eu sei que vocês devem estar me achando uma covarde, mas era meu pobre coração machucado que estava em jogo e percebia que estava correndo o sério risco de perder mais essa."
Em uma narrativa em primeira pessoa, chegando a dialogar com o (a)
leitor(a), e alguns capítulos narrados por Enrico, vamos conhecendo a
história de Paloma e como, por obra do destino, acabou envolvida em uma
confusão e descobriu algo que iria abalar seu relacionamento. E o que era
uma enorme dor, acabou se mostrando um grande livramento. Afinal, ela havia
esperado por quatorze anos para realizar o sonho de se casar com o
homem que acreditava ser o amor de sua vida, para, no meio da dor e da
traição, encontrar com o olhar de um médico socorrista do SAMU — moreno,
latino, dono de olhos verdes e um sotaque que a deixava tonta —, que trouxe
ao turbilhão de emoções ruins que estava sentindo, um sentimento diferente
que não conseguia assimilar nesse momento.
"— Senhorita, às vezes não reconhecemos quando a vida nos dá uma nova oportunidade para recomeçar; o motivo pelo qual você chora hoje pode ser sua salvação amanhã."
Com uma narrativa leve e todas as confusões que a mocinha se envolve por
ser levemente desastrada e contar com dois pés esquerdos sem ser canhota,
ela dá muito trabalho ao seu anjo da guarda e a um certo médico socorrista.
Porque sim ela é dessas de acabar indo parar várias vezes no
pronto atendimento. A história
de perdão e recomeços vai acontecendo em meio a muitas gargalhadas e algumas
lágrimas. Afinal, só precisamos de uma segunda chance quando não conseguimos
acertar na primeira.
"Vagarosa e suavemente ele beijou meus lábios, meu rosto, minhas pálpebras fechadas, meu pescoço e, quando percebeu que estava entregue, tomou minha boca em um beijo sedutor, aumentando o ritmo, tomando posse, me fazendo amolecer em seus braços e com o coração saltando dentro do peito."
Gostei da fluidez do texto que, nos momentos certos, ganhou a visão de
Ricky para enriquecer a história com detalhes que a Paloma não teria como
saber. Os amigos e parentes deixaram o texto rico e divertido. As noivas
histéricas ou com sonhos mirabolantes foram dando a visão necessária a
"Loma" que, muitas vezes, o mais
importante não é a cerimônia e sim com quem se está prestando os votos nela.
E gostei muito desse crescimento dela ao longo da trama, dela ter pessoas
que a amavam e apoiariam incondicionalmente, mas que também estavam ali para
dizer as verdades que ela precisava ouvir e não só as que ela gostaria.
Assim como também estariam para dar um bom empurrão (mas com cuidado, porque se tratando dela quem sabe o que poderia
acontecer) e para dar colo e carinho nos momentos de tristeza ou dificuldade.
"— Bonito nome, Paloma! Então, se aceita o Conselho de um velho homem, as fases ruins são necessárias para darmos valor quando as boas acontecem! Aprender a valorizar as pequenas coisas boas da vida!"
A questão das várias formas de perdão e de recomeço também foi muito bem
tratada, deixando claro que toda história sempre tem dois lados, e é preciso
uma dose de coragem e de coração aberto para ouvir o outro lado e, assim,
conseguir tomar a melhor decisão sobre o que fazer ou não. E que, às vezes,
apenas deixar os acontecimentos seguirem o caminho natural pode não ser o
bastante para a felicidade. É preciso ir à luta de peito aberto e coração
entregue, para conquistar o tão sonhando
“felizes para sempre (ou até a próxima confusão)”.
A edição que li foi a física, com uma ótima encadernação e impressão. Papel
amarelo confortável para leitura e uma linda diagramação. Gostei da revisão
e não encontrei erros de ortografia ou digitação.
Ficha Técnica do Livro
- Autora: Daya Alves
- Editora: The Books
- Páginas: 251 fls.
+ Ler Sinopse
Seu maior sonho era casar.
Paloma esperou por quatorze anos para realizar seu sonho. Enquanto aguardava
ansiosa que seu noivo marcasse a tão esperada data, satisfazia-se em
trabalhar como wedding planner, assessorando muitas noivas histéricas. Até
que um dia, por obra do destino, acaba envolvida em mais uma confusão e
descobre algo que abalará seu relacionamento. Desiludida com o amor, blinda
seu coração para não sofrer novamente, porém, mais uma vez, não consegue
ficar longe de uma grande confusão e seu caminho cruza com o de um médico
socorrista do SAMU, moreno, latino, dono de olhos verdes e um sotaque que a
deixava tonta. Seria Rico capaz de abalar sua determinação?
Paloma, nossa protagonista, é uma moça dona de um coração gigante, fiel à
família e aos amigos, trabalhadora, mas um tanto atrapalhada. Acredita até
ter nascido com dois pés esquerdo.
Rico, um médico vindo da Venezuela, consegue por meio de seu fiel amigo, Sr.
Ângelo, uma colocação no SAMU e com isso se torna eternamente grato àquele
que o ajudou quando mais precisava.
Comédia romântica estilo chick-lit, com uma leitura leve, que faz com que
seja difícil segurar o sorriso ao virar as páginas dessa história divertida.







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