Olá, quero falar da leitura de
Lady Malícia, segundo livro da Trilogia
Damas de Aço, que você já conferiu aqui a primeira história
Lady Audácia
(confira a resenha,
clicando aqui). E, desde agora, digo: LEIA o quanto antes o primeiro livro e logo após
esse, se você ama histórias bem escritas, excelentes romances, cenário
maravilhoso e um pano de fundo com a nuance das melhores histórias.
Então, você já entendeu que o feito se repetiu,
Karina Heid nos presenteia com
mais uma história simplesmente fascinante e com o mesmo toque de maestria do
anterior, porém totalmente novo e original, sendo absolutamente
surpreendente.
"Os romances estavam lá, mas os mocinhos não eram mais salvadores de donzelas em apuros: elas salvavam-se sozinhas."
Na história anterior, tudo que sabemos é que Charlotte simplesmente não
pode estar com sua irmã no momento de seu primeiro parto. Tudo que
sabíamos é que ela havia sido forçada a casar-se e partir. Porém, o
mistério ficava ainda maior, porque, desde o começo do primeiro livro, o
leitor sabia que Charlotte Thiessen mantém uma vida dupla: para a
sociedade, ela é a herdeira de um império e para o submundo, é Lady Malícia,
escritora de romances proibidos.
Contudo, a pergunta que ficou era clara. O que estava acontecendo e quando
o Conde surgiu na vida de Charlotte? Os mistérios trazidos pela sinopse,
mesmo sendo por si interessantíssimos, nem de longe nos preparam para a
história incrível que a autora nos presenteia. Mais uma vez estamos em um
cenário que a mim deixou ávida pelas diferenças culturais com a conhecida
Inglaterra. Ah, como eu amo esse aprendizado enquanto me divirto durante a
leitura. Cada detalhe — como a diferença no luto, nas distribuições dos
títulos e na própria corte — me prendeu de forma ainda mais intensa à
história.
Visto que Charlotte já nos prometia uma mocinha tão diferente de sua irmã
Emma, a surpresa vem em especial no mocinho: Theodor, o Conde de Urach. Ele
estabeleceu cedo na vida sua reputação. Distante, esnobe e arrogante, seu
interesse pela mascarada é real, mas envolver-se com a jovem escritora de
livros proibidos, não. Nem mesmo quando ela é chantageada por um empresário
que afirma ter em seu poder provas de quem ela é. E assim acompanhamos e
descobrimos como ela traçou seu futuro.
Ao se decidir conhecer um clube secreto para entender como funciona a
sedução, encontra em um homem encantador a chance única de conhecer a arte
do amor sem amarras. Enquanto descobre a verdade por trás das palavras que
escreve, se vê chantageada por um empresário que afirma ter em seu
poder provas de quem ela é, com a negativa de ajuda por parte de Theodor, se
vê forçada a casar-se e partir.
"Jamais esquecia uma ofensa ou uma injúria. Uma rejeição? Ela a embalava como um filho. Chocava como um ovo."
E aqui fica meu maior elogio a autora e a toda a história. Mesmo com esse
revés em sua vida, a Charlotte manteve-se fiel tanto quanto possível a ela
mesma. A quem ela era sem assim se perder e deixar de ser a personagem que
já me cativou no livro anterior e que agora, à medida que essa história
acontece, tornou-se uma amiga. Com suas lições, suas reflexões e, em
especial, com sua visão de mundo tão pertinente a sua época e a
minha.
Tudo que acontece, três anos depois, ela está de volta ao reino. Adorei o
rumo que a história tomou de longe de ter sido um calvário, a
permanência em Berlim a transformou em um fenômeno de vendas, graças ao seu
genial — e falecido — marido. Agora viúva, seus desafios são outros:
assentar-se em um castelo medieval, escrever sobre paixões e montar sua tão
sonhada sociedade literária, além, é claro, de manter secreto o que precisa
continuar secreto. E os tão amados personagens secundários seguirem
conquistando um espaço mais do que especial na história e no coração de
quem lê.
"Como era traiçoeira a dor da culpa… Não avisava quando vinha, não mostrava quando partia."
Claro que nada é tão complicado, que não possa ficar ainda
mais. Resistir a Theodor, no entanto, será um problema à parte. O Conde
de Urach mudou e nem de longe parece ser o mesmo homem rude e distante que a
dispensou. Para o coração remendado, ele representa perigo. E rumos que
mantêm a leitura deliciosa do início ao fim. Que antes de terminar já deixa
o gosto da saudade desses personagens e que encontra na surpresa ao fim do
livro um alento mais do que bem-vindo a esse sentimento, de não querer que
acabe.
Termino assim mais uma história encantada e inebriada pelo talento da
autora de tocar o meu coração de uma forma tão especial com essa
história, com essa personagem que, para mim, se tornou querida. Espero que
você aproveite para ler e também se encantar com mais essa história e,
claro, aguardar comigo ansiosamente pela próxima.
Ficha Técnica do Livro
- Autora: Karina Heid
- Série: Damas de Aço #2
- Editora: Publicação Independente
- Páginas: 371 fls.
- Ano: 2020
+ Ler Sinopse
Reino de Württemberg, 1868
Charlotte Thiessen mantém uma vida dupla: para a sociedade, ela é a herdeira
de um império. Para o submundo, é Lady Malícia, escritora de romances
proibidos. Quando decide conhecer um clube secreto para entender como
funciona a sedução, encontra em um homem encantador a chance única de
conhecer a arte do amor sem amarras. Theodor, o conde de Urach, estabeleceu
cedo na vida sua reputação. Distante, esnobe e arrogante, seu interesse pela
mascarada é real, mas envolver-se com a jovem escritora de livros proibidos,
não. Nem mesmo quando ela é chantageada por um empresário que afirma ter em
seu poder provas de quem ela é.
Forçada a casar-se e partir, Charlotte jura nunca mais olhar para o conde
outra vez.
Três anos depois, ela está de volta ao reino. Longe de ter sido um calvário,
a permanência em Berlim a transformou em um fenômeno de vendas, graças ao
seu genial - e falecido - marido. Agora, seus desafios são outros:
assentar-se em um castelo medieval, escrever sobre paixões e montar sua tão
sonhada sociedade literária - além, claro, de manter secreto o que precisa
continuar secreto. Resistir a Theodor, no entanto, é um problema à parte. O
conde de Urach mudou, e nem de longe parece o mesmo homem rude e distante
que a dispensou. Para o coração remendado, ele representa perigo.
Especialmente por entender tão bem de castelos, paixões avassaladoras e
segredos tão grandes quanto os dela...



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Que lindezaaaaa Beth sua maravilhosa <3
ResponderExcluirQue lindeza é esse comentário! 😂❤️ Obrigada, Karina! E você também é uma querida!
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