Resenha :: Perseguindo o Bicho-Papão (Chasing the Boogeyman)

Olá leitores, meu primeiro contato com Richard Chizmar e já virei fã. Que escrita envolvente! O começo foi um pouco lento para mim, por ser uma narrativa mais descritiva e sem diálogos, mas depois que peguei o jeito da leitura, ela fluiu e só parei quando terminei.

Chizmar conta a história a partir do seu próprio ponto de vista, misturando a investigação de uma série de crimes ocorridos em sua pequena cidade natal, Edgewood, Maryland, com suas lembranças de infância e juventude naquele lugar. E foi justamente essa mistura que mais me envolveu.

Em vários momentos tive a sensação de estar acompanhando algo que realmente aconteceu, enquanto em outros ficava tentando entender até onde aquilo era realidade e onde começava a ficção.

Essa sensação é reforçada pelos recursos usados ao longo do livro. Fotos, recortes de jornais e imagens de pessoas e lugares da cidade aparecem em alguns momentos da narrativa e fazem a leitura ganhar quase um jeito de documentário. Não é apenas uma história que estamos lendo, parece que estamos investigando junto com o autor, tentando juntar as peças e entender o que aconteceu.

E eu entrei mesmo na investigação. Criei minhas próprias teorias, tentei entender os acontecimentos e fiquei completamente envolvida com o mistério. O que mais me surpreendeu foi perceber, no final, o quanto eu estava longe de algumas das respostas que imaginava. Não esperava aquele caminho e gostei muito de ter sido surpreendida.

Ao mesmo tempo, nem tudo funcionou da mesma maneira para mim. Em alguns momentos senti que a narrativa se afastava demais do mistério para acompanhar a vida pessoal do autor, e isso diminuía um pouco o ritmo que eu vinha sentindo na história. Ainda assim, não foi suficiente para tirar minha vontade de continuar lendo.

E talvez aqui esteja uma das coisas que mais gostei de perceber: eu não sou uma leitora experiente nesse tipo de gênero e, mesmo assim, me vi completamente envolvida pela história. Entrei sem saber muito bem o que esperar e terminei querendo conhecer mais da escrita de Chizmar. Acho que justamente por isso o livro pode ser uma boa porta de entrada para quem também não costuma ler terror e suspense.

Foi uma leitura que me pegou pela narrativa, pela maneira como mistura lembranças, investigação e ficção e, principalmente, pela dúvida constante sobre o que estamos realmente acompanhando.

Como o segundo volume já estava próximo de ser lançado, corri para me adiantar e fazer a leitura deste primeiro.

Boa leitura, e divirta-se!

Capa do Livro

Detalhes da Obra

  • Título Original: Chasing the Boogeyman
  • Autor: Richard Chizmar
  • Série: O Bicho-Papão #1
  • Tradução: Marcello Lino
  • Editora: Valentina
  • Páginas: 336 fls.
  • Ano: 2024
+ Ler Sinopse
No verão de 1988, os corpos mutilados de quatro adolescentes desaparecidas começam a ser encontrados em uma pacata cidadezinha de Maryland. As provas macabras levam à aterrorizante suposição de que um serial killer está à solta naquele subúrbio tranquilo. Contudo, logo começa a se espalhar um boato de que o mal que está caçando as adolescentes pode não ser totalmente humano. Mas a polícia e o FBI têm certeza de que o assassino é um psicopata de carne e osso – e que está brincando com eles.

Para uma comunidade outrora pacífica, agora aprisionada nas profundezas da paranoia e da desconfiança, parece que o pesadelo nunca vai acabar. O recém-formado Richard Chizmar volta para sua cidade natal no momento em que um toque de recolher é decretado e um grupo de vigilância de bairro é formado para fazer rondas. Em meio às preparações para o casamento e o início da carreira como escritor, ele logo se vê catapultado para o coração de uma história de terror verídica. Inspirado pelos eventos aterrorizantes, Chizmar escreve um relato pessoal do reino de terror do assassino em série, sem saber que aquele período de volta ao lar o assombraria por anos a fio.
Minha experiência
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"Uma boa porta de entrada para quem quer experimentar terror e suspense sem precisar ser um leitor habitual do gênero. A mistura de investigação, lembranças e ficção torna a leitura envolvente, e a maneira como o autor brinca com os limites entre realidade e imaginação dá ao livro uma experiência diferente."

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Minhas resenhas refletem sempre minha opinião sincera e pessoal.

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