Mas, e se Shakespeare, e Hamlet, estivessem fazendo a pergunta errada? E
se a verdadeira pergunta não se referir a ser, mas a como
ser? Uma história de amor que tem Shakespeare nela ou é
um completo sucesso ou retumbante fracasso.
Depois das histórias dele nada de novo se foi escrito, sem ter bebido da
fonte de suas obras. Mas o tom da história não é reescrever
Shakespeare, é ter o amor pela obra encenada e estudada dele como pano de
fundo para a trama que envolve perdas, descobertas e a certeza que o acaso
pode ser um aliado do amor.
"— Este sou eu, querida. Todos os meus eus. Sou cada um
deles. Sei quem estou fingindo ser e quem eu sou. — O olhar
que me lança é seco.— Você sabe?"







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