Olá, pessoa! Já se apaixonou pela capa? Pela ideia que ela te passa quando
você olha e te faz esperar uma história deliciosa? A capa desse livro me fez
pensar se todo garoto teria um pouco de Victor Scott dentro de si. É claro
que fui ler para conferir se eu tinha razão ou não.
"Pensei, de verdade, que já havia vivido e descoberto todos os sentimentos, mas descobri que eles são como tesouros escondidos, e cabe a cada um encontrar o máximo de preciosidade."
A história se passa em uma Inglaterra por volta dos anos 50, onde um
senhor, que já passou dos 80 anos, resolve contar como conheceu um menino
que mudou não apenas a sua história, mas a de toda sua família. Para isso
era preciso voltar anos antes no tempo e narrar os fatos que levariam aquele
menino, e assim vamos saber como foi quando os pais de Victor se conheceram
e como a família chegou na situação atual. Sua mãe era a filha mais nova de
um senhor viúvo, a despeito do que ele julgava ser melhor para sua vida se
envolveu com um homem que nada de bom poderia lhe oferecer. Mas cega pelo
que sentia e pelas palavras doces abriu mão de seu pai, irmã e tudo que
tinha para fugir com esse homem.
Promessas vazias e uma vida cada vez mais infeliz foi o que recebeu ano
após ano e, à medida que seu filho crescia, esse também foi vítima das
mentiras de seu pai. Até que começou a receber surras e, em meios a
bebedeiras, presenciar a violência contra sua mãe. Com toda sabedoria e
inocência de sua idade, Victor parte em busca de um sonho, a felicidade. E
cheio dos bons ensinamentos de sua mãe, conheceu pessoas que mudaram sua
vida, assim como ele também mudou a dessas pessoas.
"Esse era o lado triste de um menino que tanto sofreu com a instabilidade da família. Vez ou outra, tinha uma crise forte de ansiedade."
Gostei muito do tom da narrativa que deixa a história gostosa de ser lida,
quase como se fosse mesmo contada diretamente para mim. Com capítulos curtos
e ambientação detalhada o suficiente para ambientar a cena sem excessos
descritos, a história nos mostra o que está acontecendo e nos envolve de uma
forma intensa na história. Porque é impossível não tentar antecipar ou até
temer o que vai acontecer. E, acredite, acertando ou não ainda assim será
emocionante. Mas nenhum marcará tanto quanto o jovem Victor que, por onde
passar, vai deixar uma mensagem que confronta pessoas comuns, como eu e
você, fazendo com que a história ganhe vida em nossos corações durante a
leitura. Há situações em que não nos cabe qualquer atitude, apenas a fé de
que tudo terminará bem.
"São os valores, Maya, que nos tornam pessoas melhores, e não a quantidade de bonecas."
Posso dizer que os personagens são cativantes por serem simples e reais,
com defeitos e qualidades, como suas atitudes revelam, e se mostram em
intenções e anseios.
Outro ponto bem trabalhado foi o perdão e arrependimento. Sem aquela
demagogia do esquecimento e da credibilidade infundadas. É sim possível
perdoar quando existe o arrependimento verdadeiro e também quando não
existe, sendo capaz de viver sem sofrer pelo que ficou para trás, dando a si
mesma uma nova chance. Dizer que foi doce e intensa definiria bem essa
leitura, mas não daria a dimensão exata... Você vai se emocionar do início
ao fim!
Sobre a edição:
Tem uma boa encadernação e impressão, o papel é amarelo e a fonte de bom
tamanho para leitura. Com imagem do trem iniciando cada capítulo e uma
revisão bem feita sem erros de ortografia. Capa com acabamento em
verniz.
Ficha Técnica do Livro
- Autora: Gabriela Lutibergue
- Editora: The Books
- Páginas: 155 fls.
+ Ler Sinopse
Victor Scott tem 9 anos e sobrevive num bairro pobre de Londres. Cansado da
desestrutura familiar, resolve fugir de casa com um propósito nada
convencional: buscar auxílio de uma figura lendária. Por onde passa, o
menino deixa uma mensagem que confronta pessoas comuns, como eu e você.
Doce e intensa, a história é contada por um senhor que já passou dos 80 anos
e teve um encontro único e transformador com o pequeno inglês. Você vai se
emocionar do início ao fim!








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