Resenha :: Férias (Rachel's Holiday)

Olá leitores! Nossa, fiquei acordada até a madrugada para terminar, li num tapa só. E toda a antipatia que senti por Melancia não aconteceu aqui. Pelo contrário, torci pela personagem. Suei com o possível final. Depois de Melancia, me surpreendi!

Rachel Walsh chega à história carregando uma vida que, à primeira vista, poderia render um livro sombrio e pesadíssimo. Aos 27 anos, envolvida com drogas e com o coração partido por Luke, ela acaba no Claustro, uma clínica de reabilitação na Irlanda. E é justamente aí que Marian Keyes consegue fazer uma coisa que me surpreendeu muito: você se vê sorrindo e até mesmo tomando partido pela personagem, acompanhando suas dores, suas descobertas e as situações absurdas que aparecem pelo caminho.

É um livro com uma carga emocional que tinha tudo para ser sombria e pesadíssima. Você se vê sorrindo e até mesmo tomando partido pela personagem, até a realidade nua e crua vir à tona. Mas, mesmo nesse momento, eu me vi durante a leitura ainda mais interessada, ainda mais arrebatada por toda aquela situação, mesmo estando tão longe da minha realidade.


Mais do que na história anterior, a interferência da família, ou a 'interdição', como gostam de tratar os americanos, é algo muito presente e apreciado nessa história. E revela o que todos nós esperamos de uma família unida, onde o amor e o respeito são levados a sério e tratados de forma carinhosa. Tudo o que se passa com essa personagem abala profunda e emocionalmente sua família, mudando os rumos do destino de todos, porque os leva a repensarem seus conceitos, valores e medos.

A superação de toda essa tragédia pessoal é algo que te prende ao texto. Rachel é levada da dependência química para um terreno desconhecido, o da maturidade, enquanto tenta entender a própria vida e as relações que construiu. E, mesmo quando a realidade aparece sem maquiagem, a leitura continua envolvente, porque você quer saber onde aquilo tudo vai dar.

O desfecho te faz suspirar de prazer. Oba!

Depois de toda a história lida, você começa a torcer para ser clichê e exatamente o que gostaria. Mas deixo para você, que está lendo essa resenha, torcer pelo seu próprio clichê. E, como eu percebi, pode ser ainda melhor quando a história consegue entregar aquilo que a gente estava torcendo para acontecer.

A leitura de Los Angeles vai ser natural, porque você vai querer saber mais sobre essa personagem no próximo livro.

Boa leitura e divirta-se!


Capa do Livro

Ficha Técnica do Livro

  • Título original: Rachel's Holiday
  • Autora: Marian Keyes
  • Série: As Irmãs Walsh #2
  • Tradução: Heloisa Maria Leal
  • Editora: Bertrand Brasil
  • Páginas: 560 fls.
  • Ano: 2009
+ Ler Sinopse
Rachel Walsh tem 27 anos e a grande mágoa de calçar 40. Ela namora Luke Costello, um homem que usa calças de couro justas. E é amiga - pode-se mesmo dizer muy amiga - de drogas. Até que a sua vida vai para o Claustro - a versão irlandesa da Clínica Betty Ford. Ela fica uma fera. Afinal, não é magra o bastante para ser uma toxicômana, certo? Mas, olhando para o lado positivo das coisas, esses centros de reabilitação são cheios de banheiras de hidromassagem, academia e artistas semifissurados (ao menos ela assim ouviu dizer). De mais a mais, bem que já está mesmo na hora de tirar umas feriazinhas.

Rachel encontra mais homens de meia-idade usando suéteres marrons e sessões de terapia em grupo do que poderia supor a sua vã filosofia. E o pior é que parecem esperar que ela entre no esquema! Mas quem quer abrir as janelas da alma, quando a vista está longe de ser espetacular? Cheia de dor-de-cotovelo (o nome do cotovelo é Luke), ela busca salvação em Chris, um Homem com um Passado. Um homem que pode dar mais trabalho do que vale... Rachel é levada da dependência química para o terreno desconhecido da maturidade, passando por uma ou duas histórias de amor, neste romance que é, a um tempo, comovente, forte e muito, muito engraçado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário