Olá leitores, Ao terminar a história de Vidas Secas, estou ansiosa, triste. E não me entenda mal: nisso reside mérito do autor. Graciliano Ramos fez da história uma realidade enquanto eu a lia. Porque ele, durante toda a obra, usa a mais cruel de todas as torturas: a esperança.
Alguém preso em um poço que vê a luz acredita que pode sair de onde está. E, por isso, luta. Mesmo que seja uma luta quixotesca. Perde as unhas, os dedos e a sanidade porque acredita. E assim, a dura realidade de Fabiano encontra companhia na família que lhe dá esperança. Mesmo que a fome, a dor e a ausência de tudo sejam sua realidade, ele acredita.
"Tinham afinal um canto onde se apalpar. Um torinhó de palha, uma cerca de aroeira. E depois um curral e os cabritos."



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