Há livros que atravessam os séculos sem perder a capacidade de nos surpreender. E há aqueles que, além disso, parecem nos convidar para uma longa conversa sobre a própria natureza das histórias, dos sonhos e daquilo que chamamos de realidade.
É com esse espírito que vamos embarcar em nossa próxima Leitura Compartilhada: Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes.
Prepare o café, o chá, a poltrona favorita e, se possível, um pouco de paciência para acompanhar uma aventura de mais de mil páginas. Afinal, desta vez não teremos apenas um cavaleiro, seu fiel escudeiro e algumas confusões pelo caminho. Teremos uma obra que brinca com os limites entre ficção e realidade, entre loucura e lucidez, entre aquilo que enxergamos e aquilo que desejamos enxergar.
Publicado originalmente em duas partes, em 1605 e 1615, Dom Quixote nasceu há mais de quatro séculos e continua encontrando novos leitores. A edição escolhida para nossa leitura é a da Penguin-Companhia, traduzida por Ernani Ssó, com introdução de John Rutherford e posfácios de Ricardo Piglia e Jorge Luis Borges.
Então, que tal cavalgar conosco pela Mancha?



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