Resenha :: O Cais (Dockside)


Olá pessoa, tudo bem? Esse livro é o terceiro livro da série Diários do Lago - uma saga sobre os Bellamy, uma família cujo passado precisa ser superado para que juntos possam encontrar a felicidade. Podem ser lidos de forma independente mas confesso que não gostei da experiência (fiquei curiosa sobre os outros personagens citados) por isso, estou agora fazendo uma leitura em ordem. Agora, vamos a história!


"- Max, ninguém pode predizer o futuro. As pessoas se apaixonam e às vezes isso dura para sempre, como aconteceu com seus avós. Em outros casos, a situação muda, da forma como aconteceu com sua mãe e comigo. Mas isso não é motivo para não se torcer pelo amor."

Resenha :: Amor à Luz do Dia (Love in the Light)


O que acontece depois do: "felizes para sempre"? O que pode mudar quando a noite dá lugar ao dia? Essas são as respostas que encontraremos no segundo volume da duologia Hearts in the Darkness. A primeira parte, eu falei aqui no clube na resenha de Amor na escuridão, e agora vamos ao que aconteceu depois.

A história começa com uma passagem de tempo que revela que depois do começo, cabe ao casal construir o para sempre, infelizmente os problemas de Caden são muito mais complicados que ter medo de lugares apertados e escuros e a felicidade pode ser um problema. E sinceramente não teve como não pensar com o ditado “quando a esmola é demais”... Felizmente para nós, leitores, a autora manteve cada personagem contando a história sob seu ponto de vista, alternando a narrativa durante a história, mantendo além de uma narrativa mais dinâmica, quem está lendo entendendo o contexto dos acontecimentos.


"- Vai ficar tudo bem - ele disse, desejando isso com todas as suas forças. A vida devia isso a ele, maldição. Essa única coisa."


Leitura Compartilhada :: Mary Barton

Há livros que nos convidam a entrar em uma época distante. Outros fazem algo um pouco diferente: abrem uma janela e nos deixam olhar, de perto, para as pessoas que vivem daquele outro lado da história.

É por essa janela que vamos passar na nossa próxima Leitura Compartilhada, em Mary Barton de Elizabeth Gaskell, vamos conhecer a Manchester do século XIX, uma cidade transformada pela industrialização e atravessada por diferenças profundas entre aqueles que vivem do trabalho nas fábricas e aqueles que controlam sua produção. No centro dessa história está Mary, uma jovem que procura seu próprio caminho enquanto a vida ao seu redor se torna cada vez mais difícil.

Publicado originalmente em 1848, o romance foi o primeiro livro de Gaskell e nasceu de uma preocupação muito concreta com as condições de vida da população trabalhadora. Ao mesmo tempo, entre conflitos sociais, relações familiares, afetos e escolhas, a história encontra espaço para uma trama que nos conduz também pelos caminhos do romance.

E talvez seja justamente essa mistura que torne nossa próxima leitura tão interessante: observar como uma história de pessoas pode carregar também o retrato de uma cidade, de uma época e das desigualdades que a atravessavam.

A nossa 54ª Leitura Compartilhada acontecerá de 13 de fevereiro a 19 de março de 2023, prepare seu exemplar, escolha um cantinho confortável e venha conversar conosco sobre Elizabeth Gaskell e os habitantes de sua Manchester. 📖☕

Resenha :: O morro dos ventos uivantes (Wuthering Heights)


 
Olá, passando por aqui para relatar sobre meu retorno a Wuthering Heights, revisitar as charnecas depois de tantos anos se tornou quase fundamental. Afinal, na primeira leitura eu havia amado, mas não senti estar completamente ciente de todos os mistérios que envolviam aquela história, incluindo as vidas que estavam ali retratadas, quando a mão que as havia escrito.

E posso com sorriso afirmar que a própria autora me apresentou sua história, calma não é nada espiritual, foi após ler a biografia sobre a vida de Charlotte Brontë que pude compreender tanto quanto possível a autora, sua vida e seus personagens.


"Aqui, chego a imaginar possível um amor que dure a vida inteira; e dantes alimentava em firme descrença em qualquer amor capaz de durar mais de um ano."

Resenha :: Nudez Mortal (Naked in Death)


Mesmo tendo vários romances polícias dela como Nora Roberts, J.D. é quase uma nova escritora.  Claro que consigo reconhecer os traços da personalidade da Nora portanto, eu irei resenhar os livros da J.D. Robb como J.D. Robb. Na Série Mortal não tem enfeites, cenas brutais romantizadas, o lado feio da humanidade e como cada pessoa é fruto não de um destino ou fatalidades e eventos da vida e sim de suas escolhas, mediante as situações vividas, é mostrada em sua totalidade nua, crua e como todo policial a enxerga quando chega na cena do crime, quando lê as páginas do processo sob a mesa durante a investigação.

A história da série é no futuro. Tudo não é exatamente novo e nem o passado é cultuado. O presente é como é. Eve Dallas é uma tenente que fez suas escolhas e encontrou na polícia sua maneira de viver.

Toda a trama é instigante e muito bem elaborada, não deixa aqueles furos imensos e te envolve durante a leitura. Os detalhes do dia a dia de Eve te dão apenas os momentos necessários para digerir os detalhes mais sórdidos dos crimes, e mesmo assim esses momentos não são exatamente de paz. As reviravoltas deixam a história em ponto de suspense a todo momento e a dúvida sobre quem é o criminoso muda com cada novo acontecimento. Os assassinatos são descritos sob a perspectiva do assassino, porque todo policial tende a tentar pensar assim enquanto estuda a cena. Uma forma também de distanciamento dos fatos, digo isso porque não existem sutilezas para essas cenas. Ainda mais por serem crimes ligados ao sexo.


"— Quanto mais as coisas mudam... — Sim, mais continuam como sempre foram. Os casais ainda se entregam a rituais para se cortejarem, os seres humanos seguem se matando, e os políticos continuam a beijar bebês e a mentir"