Resenha :: Você nunca mais vai ficar sozinha

Olá leitores! Confesso que a frase “Você nunca mais vai ficar sozinha” me pegou quando li a sinopse, porque um dia questionando minha avó (Deus a tenha) sobre não ter se casado novamente após anos de viuvez ela me disse exatamente isso: “Depois que você tem filhos, você nunca mais vai estar sozinha”. E assim, depois ser mãe eu consigo entender exatamente o que ela quis dizer, e pelo visto, nossa personagem também.


"Ser adulto é passar mal e querer sua mãe mas já ser mãe e seu filho querer você"

 

Resenha :: O alienista

a·li·e·nis·ta
adj m+f
adjetivo masculino e feminino
Que tem relação com a alienação mental ou seu tratamento.
sm+f
MED Especialista no estudo e tratamento de doenças mentais.
ETIMOLOGIA
der do lat alienus+ista, como esp.(michaelis.uol).
Olá leitores, ler um livro escrito em português do Brasil, de um Brasil que não existe mais, assim como a língua na forma em que era falada, visto o número de revisões e acordos pelos quais passou, além, é claro, do crivo do tempo, é algo mágico.

É um pouco como visitar outro país que não este: tão parecido e, ainda assim, capaz de causar estranheza. Eu confesso que não li nada sobre o texto antes, e minha referência que norteou o início da leitura foi o autor.

"A loucura, objeto dos meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão; começo a suspeitar que é um continente."

Resenha :: Um pinguim tupiniquim

Olá, leitores! A conversa de hoje é sobre uma história que traz um personagem muito especial: Orozimbo, um pinguim muito inteligente e destemido que não se sentia lá muito encaixado entre os de sua espécie, no Polo Sul. Então ele foge, começa uma jornada de autoconhecimento e vem parar no Brasil. E, por aqui, é claro, vive muitas aventuras e se mete em várias enrascadas enquanto tenta sobreviver.

E achei que Um pinguim tupiniquim seria uma leitura mais que especial próxima a data do nosso descobrimento e claro, aos povos originários. Então te convido a saber o que achei dessa leitura.


"Meu mundo se resumia à bordinha do globo terrestre. A maioria das pessoas nem lembra que aquela faixa branca é um lugar de verdade"

Resenha :: Vidas Secas


Olá leitores, Ao terminar a história de Vidas Secas, estou ansiosa, triste. E não me entenda mal: nisso reside mérito do autor. Graciliano Ramos fez da história uma realidade enquanto eu a lia. Porque ele, durante toda a obra, usa a mais cruel de todas as torturas: a esperança.

Alguém preso em um poço que vê a luz acredita que pode sair de onde está. E, por isso, luta. Mesmo que seja uma luta quixotesca. Perde as unhas, os dedos e a sanidade porque acredita. E assim, a dura realidade de Fabiano encontra companhia na família que lhe dá esperança. Mesmo que a fome, a dor e a ausência de tudo sejam sua realidade, ele acredita.


"Tinham afinal um canto onde se apalpar. Um torinhó de palha, uma cerca de aroeira. E depois um curral e os cabritos."

Resenha :: Perseguindo o Bicho-Papão (Chasing the Boogeyman)

Olá leitores, meu primeiro contato com Richard Chizmar e já virei fã. Que escrita envolvente! O começo foi um pouco lento para mim, por ser uma narrativa mais descritiva e sem diálogos, mas depois que peguei o jeito da leitura, ela fluiu e só parei quando terminei.

Chizmar conta a história a partir do seu próprio ponto de vista, misturando a investigação de uma série de crimes ocorridos em sua pequena cidade natal, Edgewood, Maryland, com suas lembranças de infância e juventude naquele lugar. E foi justamente essa mistura que mais me envolveu.